Câmara da Guarda disponibilizou 250 vagas


O grupo de 43 refugiados ucranianos, que a Câmara da Guarda trouxe de Varsóvia, na Polónia, chegou à Guarda, na madrugada do dia 9 de Março. Depois da longa viagem, o grupo chegou à cidade por volta das 2.30 horas e ficou alojado na Pousada da Juventude, onde tinha á espera “uma refeição quente”.
Dos 43 resgatados, 25 são mulheres, 17 são crianças e 1 idoso. De acordo com a autarquia “fizeram também a viagem 3 gatos”.
Depois de terem descansado na Pousada da Juventude, muitos dos refugiados foram encaminhados, ainda nesse dia, “para familiares e amigos de norte a sul do país”. O município da Guarda adianta que há também outros que irão mesmo ficar pela Guarda, onde dizem ter sido “muito bem-recebidos”.
Para responder à crise provocada pela guerra na Ucrânia, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, adiantou que na Guarda “há capacidade para receber 250 refugiados”. E acrescentou: “Já começámos a preparar outras recepções possíveis”.
Ao nível de emprego, as empresas da região “têm disponíveis 245 vagas, na área dos negócios, transporte e construção civil”.
Recorde-se que no dia 5 de Março, um autocarro saiu da Guarda rumo a Varsóvia (Polónia) para resgatar este grupo de refugiados. No autocarro seguiram quatro motoristas, “para não haver paragens”, duas tradutoras ucranianas, um médico e uma enfermeira; na bagagem também seguiram bens essenciais, cobertores e medicamentos.
Na madrugada do dia 12 de Março, 35 dos 267 refugiados ucranianos que chegaram no dia 10 de Março a Lisboa, no primeiro voo humanitário em espaço europeu para resgatar os que fogem à guerra na Ucrânia, foram acolhidos na Guarda. O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, recebeu o grupo nas instalações do Centro Apostólico, cedidas pela Diocese da Guarda.
O gabinete de crise da Câmara Municipal da Guarda está a funcionar, em articulação com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e a Cáritas Diocesana, entre outras entidades.
A Diocese da Guarda colocou à disposição das autoridades locais as instalações do Centro Apostólico D. João Oliveira Matos e o Seminário Maior, para acolher refugiados da Ucrânia, e algumas paróquias também disponibilizaram as suas casas paroquiais.