Vaticano

Papa desafia casais católicos a terem filhos

O Papa Francisco disse, na passada semana, no Vaticano, que os casais católicos são chamados a ser fecundos, pedindo que rejeitem o comodismo que leva muitos a evitar ter filhos.

“Estes casamentos que não desejam filhos, que querem ficar sem fecundidade. Esta cultura do bem-estar de dez anos atrás convenceu-nos: ‘É melhor não ter filhos! É melhor! Assim tu podes conhecer o mundo, em férias, pode ter uma casa de campo, fica tranquilo’... Mas é melhor talvez – mais cómodo – ter um cãozinho, dois gatos, e o amor dirige-se aos dois gatos e ao cãozinho. É verdade ou não?”, questionou, na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.

A celebração contou com a participação de 12 casais que assinalavam 25, 50 ou 60 anos de matrimónio.

Francisco centrou a sua intervenção nas características do amor de Jesus pela Igreja - fiel, perseverante, fecundo.

O Papa destacou, a este respeito, a importância da “perseverança no amor, nos momentos bonitos e nos momentos difíceis, quando surgem os problemas”.

Também na passada semana, mas numa audiência pública semanal, o Papa Francisco disse que a “amizade” com Deus é capaz de transformar a vida humana e desafiou os católicos a compreenderem o “dom da piedade”.

“É preciso ter claro que este dom não se identifica com o ter compaixão por alguém, ter piedade do próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e a nossa ligação profunda com Ele, uma ligação que dá sentido a toda a vida e nos mantém sãos”, declarou, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Na série de catequeses que tem vindo a dedicar aos dons do Espírito Santo, Francisco referiu que a piedade suscita “a gratidão e o louvor”, “aquece o coração” e leva os crentes à “oração e à celebração”.

Em português, a síntese da catequese destacou a importância de alegrar-se com quem se alegra, “chorar com quem chora, estar próximo de quem está só ou angustiado, corrigir quem está no erro, consolar quem está aflito, acolher quem passa necessidades”.

Francisco deixou uma saudação aos peregrinos oriundos de Angola, do Brasil e outros países de língua portuguesa.