Assunção Cristas esteve no congresso “Política Agrícola Horizonte 2020 - Estratégia Nacional”


A Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, esteve na quarta-feira, dia 26 de Novembro, na Guarda, onde considerou que o país deve continuar a apostar na agricultura, um sector que “dá os sinais mais positivos” da economia nacional.
Assunção Cristas, que falava no congresso “Política Agrícola Horizonte 2020 - Estratégia Nacional”, realizado pela Acriguarda - Associação de Criadores de Ruminantes do Concelho da Guarda, referiu que o país deve manter a aposta na agricultura, onde todos são necessários, “dos mais novos aos mais experientes, das pequenas explorações às grandes explorações”. “Todos têm um papel a desempenhar no nosso país, na nossa economia, na nossa sociedade”, afirmou.
Na sua intervenção, escutada por cerca de 600 agricultores e dirigentes associativos da região, a Ministra da Agricultura fez, ainda, um apelo para que se organizem e se juntem, acrescentem valor às produções e para que ajudem o país a, em 2020, atingir a “eliminação do défice agro-alimentar”. Assunção Cristas disse também que a agricultura “dá os sinais mais positivos” da economia nacional. “Quando todos regrediam nós estávamos a crescer, quando não havia oásis este era um oásis”, assinalou. E acrescentou: “Os últimos números do ano passado dizem que a nossa produção aumentou em valor em 12%, no ano anterior tinha sido de 9%. É uma tendência que vem, no final de dez anos em que estávamos sempre a perder valor acrescentado, isso é extraordinariamente positivo”. Referiu que as exportações continuam a crescer e apelou à internacionalização, à continuação do investimento e à inovação “o mais possível”.
No seu discurso, proferido no grande auditório do Teatro Municipal da Guarda, Assunção Cristas falou dos vários desafios que se colocam aos agricultores no âmbito do novo quadro comunitário que vigora até 2020, dando especial realce aos apoios para os jovens agricultores. Disse que o Governo já fechou, com Bruxelas, a negociação, “do ponto dos jovens agricultores, para garantir que o prémio que eles têm à instalação, no início é para todos igual, mas depois vai crescendo à medida que o próprio investimento cresce, no fundo, dando mais apoio àqueles que, de facto, investem mais”. “Isso é uma forma de garantir que os próprios investimentos são sustentáveis e que as pessoas fazem as contas bem feitas, porque esse é um aspecto muito importante”, referiu.
Na sessão de abertura dos trabalhos do congresso, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, valorizou a iniciativa, reconhecendo que “é um bom momento para nos podermos informar”. “Ter informação é ter poder”, disse, referindo que se os agricultores tiverem mais informação, terão “mais poder para informar e para investir”.
Já Tavares Lopes, presidente da Assembleia Geral da Acriguarda, que tem cerca de 4 mil associados, disse que o congresso permite esclarecer melhor os agricultores. “É preciso conhecer para melhor aplicar os meios de que vamos dispor num futuro próximo”, reconheceu.