A cidade da Guarda tem, desde o dia 5 de Dezembro de 2014, uma nova sapataria, que abriu as portas no n.º 32 da Rua Francisco de Passos, também conhecida por Rua Direita, na zona de São Vicente.

Trata-se da loja «Be n’Shoes», que surgiu por iniciativa do empresário André Nunes, de 34 anos, licenciado em Engenharia Mecânica, natural de Santa Maria da Feira, que reside na Guarda desde 2008.
O empresário contou ao Jornal A Guarda que a família tem uma fábrica de calçado em Santa Maria da Feira que produz artigos exclusivamente para o mercado internacional. Com a abertura desta loja, a fábrica passou a ter na Guarda o único ponto de comercialização, a nível nacional, dos artigos fabricados. “O objectivo de abrir a loja foi tentar fazer prova de que é possível termos calçado português com qualidade no mercado nacional”, justificou André Nunes. “Estamos a criar a marca «Be n’Shoes» com modelos exclusivos. O nosso conceito é aproximar a produção do cliente. Temos entre 5 a 8% de artigos que são ajustados ao gosto do cliente. Um dos nossos objectivos é também o cliente poder personalizar um pouco o artigo. Por exemplo, um artigo em preto pode ser fabricado em exclusivo em outra cor que seja do agrado do cliente. Estamos a preparar uma paleta de peles para o cliente poder escolher”, referiu. A fábrica que fornece a sapataria fabrica calçado de senhora e de criança e o de homem é fabricado por parceiros. “No caso do artigo de senhora encurtamos a cadeia, não há intermediário, logo, o benefício é do cliente que compra artigos a preços mais baixos, pois temos a margem do artigo associada ao valor de fábrica e não ao distribuidor”, explicou.
André Nunes referiu que abriu o estabelecimento numa época de crise económica, mas assumiu que “existe sempre um risco associado” a qualquer investimento. “Não é barato, mas parados é que não podemos ficar. O meu objectivo foi fazer um investimento que, nos primeiros 3 a 4 anos, é para dar para as despesas. Depois, tentar, à força do crescimento, fazer a amortização. Será sempre um projecto para se poder pagar o investimento a 6, 7 ou 8 anos”, justificou. O empresário mostra-se satisfeito com o primeiro mês de funcionamento da loja, indicando que “já se nota que há alguma mensagem a passar de cliente para cliente”. “Já tive clientes que voltaram para comprar novos artigos e outros que vieram com novos clientes. No mês de Dezembro, os sábados e os domingos, foram muito fortes na venda de artigos para turistas”.
Em relação à escolha do local para abrir a loja «Be n’Shoes», disse que o mesmo teve por base a proximidade da Rua do Comércio, onde previu fazer o investimento inicial. Como não encontrou instalações, optou pela Rua Francisco de Passos, “por ser uma rua histórica, por ter propriedades de Bairro e uma zona de passagem de turistas, pois fica entre a Sé e São Vicente e ainda passa por aqui muita gente”.
Quanto ao futuro, o empresário acredita que o comércio tradicional, na Guarda, “vá ficar cada vez mais forte”. Referiu que o estabelecimento surgiu para “preencher uma lacuna” e não para fazer concorrência com ninguém. Mesmo a proximidade do Centro Comercial Vivaci se revela positiva: “Muitas vezes as pessoas dobram esta esquina para irem para o Vivaci, mas foi algo que só verificámos depois de cá estarmos”. No entanto, André Nunes aponta a falta de estacionamento naquela zona, propondo a possibilidade de, à semelhança do que acontece no Vivaci, ser criado um curto período de estacionamento grátis nos parcómetros para os clientes do comércio tradicional poderem deixar o carro.
A sapataria «Be n’Shoes» funciona, de terça-feira a sábado, das 10.00 às 13.30 e das 15.00 às 19.00 horas e, às segundas-feiras, das 15.00 às 19.00 horas.