Entrevista: Carlos Alberto Figueiredo Ramos – Presidente do Rotary Club da Guarda

Carlos Alberto Figueiredo Ramos, Presidente do Rotary Club da Guarda nasceu em Moçambique, tem nacionalidade Portuguesa.Fez o Ensino Superior em Coimbra, na Faculdade de Engenharia e Tecnologia.Nos tempos livres gosta de ler livros que tenham a ver com história, entre outros, (a história diz-nos o que se passou e o que se pode aprender para lidar com o futuro); viajar para conhecer lugares e as suas culturas.A GUARDA: Assumiu a presidência do Rotary Club da Guarda num ano marcado pela pandemia da Covid19. Como é que o Rotary Club da Guarda se tem adaptado a esta nova realidade?
Carlos Figueiredo: Realmente a pandemia mudou muito os hábitos das pessoas. Por natureza as pessoas gostam de aproximação e contacto, pois é assim que mostramos o nosso afeto. As recomendações da Organização Mundial de Saúde, que foram seguidas pela maioria dos países, relativamente à pandemia, mostravam precisamente o contrário do que o Homem estava habituado. Mostravam que era necessário o distanciamento para prevenir males maiores. O Rotary Club da Guarda, à semelhança do que aconteceu com a maioria das instituições e empresas, também usou, em maior escala, a forma digital para comunicar e estar ao serviço da comunidade. Claro que durante praticamente todo este tempo, a vivência em formato digital trouxe-nos o distanciamento que a situação pandémica nos colocou. A GUARDA: Podemos dizer que o Rotary Club da Guarda respira vitalidade?
Carlos Figueiredo: O Rotary Club da Guarda faz parte do movimento rotário a nível global. Existem no mundo 1,2 milhões de rotários e cerca de 35000 clubes rotários, sendo o Rotary Club da Guarda um deles. O movimento rotário, que tem repercussão mundial, tem mais de 100 anos de idade, ultrapassou duas guerras mundiais e ajudou a criar a Organização das Nações Unidas, entre outros, adaptando-se e sempre ao serviço da comunidade. O clube rotário da Guarda faz parte deste movimento e procura ter profissionais ao serviço da sociedade, procurando fazer o bem e assim proporcionar o bem estar da comunidade. Repare que os rotários também servem as pessoas porque assim ajudamos a transformar as suas vidas, daí o lema deste ano rotário ser “Servir para Transformar Vidas”. Sabe que à medida que servimos, não transformamos apenas a vidados dos outros; a nossa vida também se transforma.Acreditamos que os esforços pessoais são importantes, mas os esforços conjuntos servem a todos.Por isto, podemos admitir que o Rotary Club da Guarda respira vitalidade na procura do bem comum.
A GUARDA: O que é que distingue um rotário?
Carlos Figueiredo: O rotário é alguém que vê o mundo onde as pessoas se unem e agem para causar mudanças nas comunidades envolventes, no mundo e em si mesmo. Quando se fala em mudança, refere-se o bem para a sociedade. O interesse máximo para o rotário é a humanidade e tudo o que a rodeia.O movimento rotário subsistirá do ponto de vista das causas que lhe deram origem, por essas serem universais e permanentes.Refira-se que a riqueza do movimento rotário está na sua diversidade, na força de cada um dos membros que compõem os seus clubes, de modo a contribuir para o bem da comunidade.Em suma, rotário é um líder voluntário que presta serviços humanitários e promove valores éticos e a paz a nível internacional.
A GUARDA: Considera que o movimento é bem aceite na comunidade?
Carlos Figueiredo: Sim, considero que é bem aceite. Mas também devo dizer que o movimento rotário, onde o Rotary Club da Guarda se insere, deveria ser mais conhecido. Claro que o ónus desta situação recai sobre nós. Talvez devêssemos fazer mais para dar a conhecer o que é ser rotário e mostrar as nossas acções à comunidade. Nós procuramos fazer isso com as acções praticadas. Essa é a nossa publicidade.
A GUARDA: Quantos rotários tem, actualmente, o Rotary Club da Guarda? Carlos Figueiredo: O Rotary Club da Guarda é constituído por 24 rotários. O nosso objectivo é de crescer mais em número, porque acreditamos que com mais, também fazemos muito mais.
A GUARDA: Apesar de algumas condicionantes, quais os projectos que pretende levar a cabo enquanto Presidente?
Carlos Figueiredo: O movimento rotário internacional tem as suas preocupações de impacto na comunidade, como o combate a doenças, onde a erradicação da poliomielite é um exemplo e o seu combate é a nossa principal causa a nível global, a promoção da paz (através da prevenção e mediação de conflitos), o acesso de água limpa para um número cada vez maior de pessoas, o apoio à educação (na promoção da educação básica e alfabetização), a protecção do meio ambiente (com actividades que tragam a harmonia entre pessoas e o meio ambiente), entre outros. Para além disso e a nível local, procuramos que o nosso impacto se dê na nossa comunidade através de acções como são o Natal Sénior Solidário, que costumamos fazer todos os anos para proporcionar a muitos idosos uma quadra natalícia que de outro modo não teriam, a homenagem a um profissional de referência da comunidade da Guarda, conferências com temas da actualidade em parceria com associações empresariais e profissionais abertas ao público, bolsas de estudo, entre muitas outras acções.
A GUARDA: Esta semana fica marcada pelo Jantar Festivo da Visita Oficial do Governador do Distrito 1970. Trata-se de um momento importante na vida do Rotary Club da Guarda?
Carlos Figueiredo: Sim, a Visita Oficial do Governador é um dia importante do ano rotário 2021/2022, isto porque recebemos o Governador que é o companheiro que representa cerca de metade dos clubes rotários portugueses (Portugal está dividido em dois distritos rotários: o D1970 que vai de Bragança a Leiria e o D1960 que apanha o resto do país). É um dia de partilha, de companheirismo e também de trabalho, assim porque não só estamos com os nossos companheiros de clube como de outros clubes rotários como também é a sede para trocar opiniões e compartilhar acções. De trabalho, pois é um dia em que monitorizamos as nossas intervenções e alinhamos a direcção pretendida dos serviços a prestar à comunidade.