Entrevista: Joaquim Escoval - secretário da Direcção Nacional da CPCCRD - Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura Recreio e Desporto

A GUARDA: Que iniciativas desenvolve o GPA - Gabinete Polo Atendimento?
Joaquim Escoval: Este gabinete tem como missão apoiar as associações nas actividades respeitantes ao projecto Capacitar do POIESE a que a CPCCRD concorreu, indo já a caminho da sua III fase. Este incremento da relação de proximidade entre a CPCCRD e as associações também é prestado na actividade geral associativa quer seja a filiação de novas associações quer seja na capacitação dos dirigentes associativos
 A GUARDA: Qual a área territorial que abrange?
Joaquim Escoval: O GPA Centro cobre os distritos de Viseu, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.
A GUARDA: Qual a intervenção junto das colectividades?
Joaquim Escoval: Prestamos todas as informações e apoio possíveis que se entendam necessárias à sua actividade, proporcionamos e organizamos cursos de (IN)formação, estabelecemos o contacto desta com o mundo académico e procuramos melhorar a sua actividade intervindo junto do Governo, da Assembleia da República as autarquias ou a SPA e A PASSMUSICA  entre outras.
A GUARDA: Enquanto coordenador quais são as suas competências?
Joaquim Escoval: Sou, principalmente, o elo de ligação entre o GPA Centro e a Direcção Nacional da CPCCRD e coordeno os seus órgãos convocando e dirigindo as reuniões dos seus órgãos, comissão permanente e comissão executiva.
A GUARDA: Como descreve a realidade actual das associações da zona centro?
Joaquim Escoval: As enormes dificuldades que as associações enfrentam são comuns às 33700 associações deste tipo que há em Portugal, apenas diferindo no grau de apoio que conseguem, ou não, obter. O encerramento das instalações por causa da pandemia, em Março de 2020 gerou a quebra quase total de receitas sem que os custos fixos tenham diminuído de igual forma. Há que continuar a pagar rendas, gaz, electricidade, água e comunicações o que causa graves problemas também ao nível de tesouraria.Se foi possível, graças à adaptação dos dirigentes e filiados, manter actividade regular dos órgãos sociais e de algumas, pouca actividades, já não é possível gerar receitas minimamente suficientes pela via das plataformas digitais tornando-se assim indispensável o apoio das autarquias e do governo, apoio esse que chega às associações de forma diferente de concelho para concelho não sendo raro haver concelhos que não prestam qualquer apoio às suas associações.Este último estado de emergência veio agravar esta difícil situação obrigando a um maior esforço de sensibilização junto dos poderes locais e central para que percebam da grande importância das associações para o bem estar mental, físico, cultural e social dos seus filiados e das comunidades onde estão inseridos, e para a necessidade de actuação em conformidade com essa grande importância.
A GUARDA: Qual a importância do GPA para a Confederação?
Joaquim Escoval: A CPCCRD entende a criação dos GPA como uma maior relação de proximidade com as suas filiadas e demais associações tornando a acção destas mais apoiadas e mais fácil, e promovendo uma melhor comunicação entre associações e a Confederação.Sendo um projecto pensado para o tempo que durar o projecto POISE é intenção da CPCCRD que os GPA sejam suficientemente sustentáveis e que a sua instalação perdure no tempo para melhor apoiar as associações os seus dirigentes e filiados.Actualmente os GPA já são de uma enorme importância para a CPCCRD pelo trabalho que desenvolvem pela iniciativas que promovem e pelos contactos que tem permitido serem desenvolvidos entre dirigentes associativos, entre estes e o mundo académico, entre organizações transfronteiriças. E entre entidades formadoras e dirigentes destacando aqui que a capacitação destes já chega a nível universitário procura criar-se uma parceria idêntica com a UBI com quem já está estabelecido um protocolo.