Sociedade

João Mendes Rosa, antigo director do Museu da Guarda, faleceu, aos 53 anos, no dia 7 de Dezembro. Nasceu na Guarda, em 14 de Fevereiro de 1968, licenciou-se em História/Arqueologia e em Artes Visuais, sendo ainda mestre em Arqueologia/Epigrafia Latina. Ensaísta, ficcionista, poeta, dramaturgo, historiador, museólogo, arqueólogo e artista plástico, publicou ao longo dos anos mais de 30 livros, cujas áreas disciplinares passam pela poesia, romance, crónica, ensaio, investigação, paleografia, estudos arqueológicos, entre outros.João Mendes Rosa foi director do Museu Arqueológico Municipal José Monteiro, no Fundão, entre 2007 e 2015. Entre 2016 e 2020 foi director do Museu Regional da Guarda e, desde Junho de 2020, dirigia a Divisão de Cultura e Artes da Câmara Municipal de Oeiras, no distrito de Lisboa.Foi, ainda, coordenador editorial e científico da revista de temática história Ebvrobriga, cujo conselho editorial é constituído por investigadores de Espanha e Portugal.O Museu da Guarda apresentou “as condolências à família e a todos os que sentem esta perda, com respeito e pesar”.Sérgio Costa, Presidente da autarquia recordou João Mendes Rosa como “Homem da Guarda”, que “tinha a Guarda sempre presente no seu coração e pensamento”. “Em cinco anos deixou uma marca indelével na cultura da Guarda que deixa caminhos abertos para o futuro na criação artística e que contribuiu para que muitos Guardenses não tivessem pudor em revelar as suas capacidades de produzir arte e cultura”, refere na nota de pesar. Lembra também que foi o “criador do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea da Guarda”, que “trouxe mundo à Guarda e levou a Guarda ao mundo”.João Mendes Rosa tinha a Guarda em estima.