Obra incide sobre os 50 anos do edifício em que a escola está hoje instalada

O lançamento do livro “Escola Secundária Afonso de Albuquerque - 50 anos na Mata Municipal”, sobre os 50 anos do edifício em que a escola está hoje instalada, está marcado para o dia 16 de Dezembro. Inicialmente agendada para 19 de Novembro e adiada por questões relacionadas com a pandemia provocada pela Covid19, a apresentação, será na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, às 18.00 horas.O livro, coordenado pelo professor da Escola Joaquim Martins Igreja, coadjuvado pelo ex-aluno Arquitecto António Manuel Saraiva, faz uma reconstituição das diversas fases pelas quais passou o actual edifício, centrando-se mais particularmente sobre o ano de 1969/70 e os projectos pedagógicos destes 50 anos, dando também a conhecer muitos documentos interessantes. O livro apelou também à colaboração de muitos actuais e antigos alunos, professores e funcionários, com testemunhos da passagem pela escola e reflexões.A edição aponta variados exemplos de individualidades que se formaram nos bancos desta escola desde 1969/70, em diversas áreas, desde o Direito à Ciência, passando pela Educação, pelas Artes, pelo Jornalismo e pela Medicina. Nomes como Américo Rodrigues, Ana Abrunhosa, António Brigas Afonso, António José Teixeira, João Queiroz, Jorge Barreto Xavier, Rui Costa e outros, engrandecem a obra que esta escola desenvolveu como formadora e exportadora de quadros e simultaneamente como “elevador social” numa região periférica como a Guarda.No prefácio a Diretora Amélia Fernandes frisa a importância de uma Escola “que se responsabiliza na sua missão, que aprende a criar e a construir, que não receia a mudança, que sabe ser solidária e que faz a diferença pela empatia e pela proximidade diariamente criada entre docentes, não docentes e alunos”. “A ideia de comemorar 50 anos do actual edifício da Escola Secundária de Afonso de Albuquerque serve também para mostrar que estes 50 anos são apenas os últimos de cerca de 165 anos da casa, em outros edifícios, em outros tempos mais difíceis”, escreve Joaquim Igreja na introdução do livro. E acrescenta: “Esta obra pretende sobretudo realçar os tempos mais recentes. Sobre os anteriores, outras obras já se debruçaram e os antigos alunos encarregam-se em cada dia, em cada Encontro, em cada post do Facebook, de fazer falar a nostalgia de terem sido jovens e felizes como nunca”.A obra está a ser divulgada desde meados de Novembro.