A Associação de Amigos do Parque e Museu do Coa está preocupada com a situação de progressiva dificuldade financeira e ausência de estratégia que têm pautado os últimos anos da gestão do Parque e Museu do Coa.

Nesse sentido considera que “um bem que é Património Mundial não pode continuar a ser olhado e gerido de forma precária, em regime de transitoriedade, sem meios, sem ambição, sem programa e com dificuldade em mostrar aos portugueses e ao mundo o valor científico e patrimonial ímpar que o Vale do Coa constitui” Tutela e as diversas entidades com responsabilidade sobre o património classificado e o território,

A Associação explica que “foi o reconhecimento nacional e internacional da importância deste património que ditou, há 20 anos, a interrupção das obras já adiantadas de uma barragem hidroeléctrica”. Mas, contrariamente ao que era esperado, “a inauguração do Museu não criou as condições para que o Parque e Museu do Côa se afirmasse no território como uma força de desenvolvimento, como um projecto cada vez mais inspirador para a Cultura”.

A Associação de Amigos do Parque e Museu do Coa diz que “pela primeira vez, depois do ProCoa, da AIBT do Côa e do Provere do Côa, o património mundial que é a arte do Côa não está na base, pasme-se, no âmbito deste Quadro Comunitário de Apoio, de nenhuma estratégia para o território, não foi escolhido como recurso central a valorizar no âmbito de nenhum Provere”.