Seia – Simulação de acidente


O Município de Seia, através do Serviço Municipal de Protecção Civil e em colaboração com a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, simulou um acidente na EN339 envolvendo um veículo de transporte colectivo (autocarro), com o objectivo de testar o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Seia.
O exercício foi desenvolvido na modalidade LIVEX (Live Exercise), na tarde do dia 30 de Março, junto do Covão Curral, próximo da Lagoa Comprida, na serra da Estrela.
A simulação à escala real teve início e, por ter originado um número de vítimas superior a 20 feridos, alguns em estado grave, desencadeou a activação, do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Seia.
A ocorrência integrou incidentes de diferentes naturezas e complexidades, com 20 vítimas com ferimentos graves, que foram encaminhadas para os Hospitais de Guarda, Viseu, Covilhã e Coimbra, 2 vítimas mortais, e 8 vítimas com ferimentos ligeiros.
Houve, ainda, uma situação de desaparecimento, de um marroquino de ascendência portuguesa. A vítima foi encontrada apenas com ferimentos ligeiros, dispensando cuidados hospitalares.
No local foram desenvolvidas operações de resgate, busca, salvamento e evacuação das vítimas para unidades de saúde, tendo-se posicionado o Posto de Comando Operacional junto da Lagoa Comprida. A Zona de Concentração de Apoio à População funcionou no Pavilhão Gimnodesportivo Padre Martinho, em São Romão, para onde foram levadas as vítimas ilesas ou com ferimentos ligeiros que não inspirem cuidados hospitalares.
Estiveram envolvidos no incidente 160 operacionais e 66 viaturas de entidades cooperantes do território, como os Corpos de Bombeiros de Loriga, São Romão e Seia, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Guarda Nacional Republicana (GNR), incluindo a Unidade Especial de Proteção e Socorro, EDP – Produção, Infraestruturas de Portugal (IP) e Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O exercício LIVEX possibilitou o treino operacional, em ambiente de montanha, constituindo-se um mecanismo essencial no cumprimento da missão das forças e serviços envolvidos, para a sincronização de tarefas operacionais, articulação e coordenação, minimizando a ocorrência de falhas e constrangimentos num cenário real.
O exercício contou, ainda, com uma equipa de observadores, que inclui representantes do ICNF, da EDP Produção, da IP, de Órgãos de Comunicação Social e do Município de Seia, e uma equipa de avaliação do exercício.