Ambiente

Com o objectivo de “devolver a vida a um curso de água que agoniza à vista de todos”, o rio Noéme, a Quercus vai organizar um debate alargado a autarcas das áreas envolvidas, empresários e Águas de Portugal, a decorrer na Cerdeira do Côa, em data a anunciar. Em comunicado, o Núcleo Regional da Guarda da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza refere que “o rio Noéme, a jusante da confluência com o rio Diz, na Gata, ao longo do seu curso até desaguar no Côa, é pouco mais do que um esgoto a céu aberto”. De acordo com esta Associação, a situação “tem vindo a agravar-se em cada ano que passa”. O Documento, com data de 3 de Fevereiro, adianta que “as obras de requalificação das margens do Noéme, empreendidas há dois anos pela autarquia guardense, nada vieram resolver, para além do embelezamento paisagístico”. Neste processo questionam o facto de que tal intervenção tivesse sido feita no Noéme e não no Diz, onde poderia criar-se um corredor verde desde a sua nascente até ao seu termo, com passagem pelo Parque Urbano do Rio Diz.Para a Quercus “o maior contributo para a poluição do Noéme deve-se às descargas provenientes da Fábrica Tavares junto ao nó da Gata”, isto “apesar de a empresa afirmar que dispõe de equipamento de tratamento dos efluentes” e de “a Câmara Municipal afirmar que as condutas entre o estabelecimento industrial e a ETAR de S. Miguel estão construídas”.  A Associação adianta que a Águas de Portugal informou que “esta ETAR tem capacidade para tratamento dos efluentes da fábrica Tavares, desde que aquela empresa se comprometa a dar cumprimento à legislação em vigor sobre o tratamento dos efluentes industriais”. No mesmo documento, a Quercus alerta para o facto de haver “também sinais de alarme no curso da Ribeira das Cabras” devido a descargas indevidas das ETAR vizinhas.