Câmara da Guarda


O vereador do PS na Câmara Municipal da Guarda, José Igreja, disse, na segunda-feira, dia 12 de Janeiro, aos jornalistas, à margem da reunião do executivo municipal, que o partido apresentará em breve a sua posição sobre a auditoria externa às contas da autarquia, mas já admitiu que os valores apurados são diferentes.
A auditoria externa às contas da autarquia da Guarda, que foi apresentada em Abril, pela empresa “Marques da Cunha, Arlindo Duarte & Associados SROC, Lda”, revelou um passivo total de cerca de 91 milhões de euros. José Igreja adiantou que pelas contas apuradas pelo PS o passivo camarário “é da ordem dos 40 milhões, é mais ou menos metade daquilo que a Câmara Municipal da Guarda veio demonstrar com a auditoria”. O vereador referiu que “não há um único euro que esteja fora das contas” do anterior executivo do PS presidido por Joaquim Valente, indicando que os números de 2013 “são precisamente os números reais”. No entender de José Igreja há “uma leitura enviesada” do apuramento do défice de 91 milhões de euros “quando tal não existe”. Na opinião do socialista “é fácil demonstrar” que as contas do antigo presidente da autarquia “estão rigorosas ao cêntimo, sem qualquer dúvida”.
José Igreja referiu que o estudo do PS à auditoria que foi apresentada pelo executivo liderado por Álvaro Amaro (PSD/CDS-PP) será divulgado “em breve”. “Está feito, escrito, não houve oportunidade” para o apresentar, disse.
Instado a comentar a posição do vereador socialista, o presidente da Câmara disse que “entre as contas do Dr. José Igreja e de uma empresa de auditoria externa”, que validou e explicou o relatório, não tinha “mais nenhum comentário” a fazer.