Medida aprovada em Conselho de Ministros

O Município da Guarda reagiu com “muito regozijo, com muita satisfação” à aprovação pelo Governo, no Conselho de Ministros de 29 de Dezembro de 2021, de um decreto-lei que transfere para a APDL - Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S. A. a gestão do Terminal Ferroviário da Guarda.“A partir deste momento, a partir da publicação desta legislação, a gestão do terminal rodoferroviário da Guarda passa a ser feita pela administração do porto de Leixões, para poder aqui operar as mercadorias, a importação a exportação de todas as mercadorias da região Norte, da Região Centro, da Região Sul do País, e desta forma a Guarda ficar no mapa da logística nacional, da logística ibérica”, disse o Presidente da Câmara da Guarda, durante a conferência de imprensa que convocou para o local onde irá começar a funcionar o Porto Seco “com as condições existentes, sem ampliações”, nas imediações do Terminal Ferroviário da Guarda.A aprovação do decreto-lei “concretiza a integração entre a modalidade ferroviária e marítima no transporte de mercadorias, através da gestão de infra-estruturas concentrada na autoridade portuária” de Leixões, refere o comunicado do Conselho de Ministros.“O reforço da conexão com o hinterland do porto de Leixões é um factor decisivo para o crescimento da infra-estrutura portuária e para o desenvolvimento social do território de influência, favorecendo a sua competitividade e a dos seus clientes”, justificou ainda o Executivo, em comunicado.Recorde-se que a APDL há muito que negoceia com a Infraestruturas de Portugal (IP) a transferência da gestão dos terminais de Leixões e da Guarda, como forma de eliminar constrangimentos operacionais existentes (sobretudo no caso do porto nortenho) e de alargar o hinterland e a zona de influência até ao Interior Centro e além-fronteiras.A decisão do Governo é considerada por Sérgio Costa como “um passo muito importante para a criação e para a afirmação cada vez mais necessária do Porto Seco no nosso concelho e na nossa região”. O autarca recordou o trabalho realizado “especificamente nos últimos dois meses” com a administração do Porto de Leixões, de Viana do Castelo e do Douro e com membros do Governo, nomeadamente a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa e a Ministra da Solidariedade Social, Ana Mendes Godinho. “Ficamos muito satisfeitos com o desfecho que hoje foi anunciado após a decisão do Conselho de Ministros”, adiantou Sérgio Costa, referindo tratar-se apenas do “primeiro passo” mas que vai permitir “desbloquear um processo burocrático que já decorria há anos”. Considerou que, a partir de agora, é preciso “trabalhar muito”. “O Terminal rodoferroviário é muito importante para as empresas da nossa região, para as empresas de logística, para as empresas de transportes porque, a partir da Guarda, podem fazer as suas importações, as suas exportações e no futuro, até, alfandegar e desalfandegar mercadorias”, explicou. Criar condições para que à volta do terminal rodoferroviário e da Plataforma Logística se possam fixar outras empresas sempre ligadas à logística é outro dos objectivos apontados pelo autarca, referindo que “os custos da sua fixação aqui na Guarda serão muito, mas muito inferiores, à sua fixação no porto de Leixões ou no porto do Douro, ou no Porto de Viana do Castelo.