Guarda

O início de actividade da Delegação da Guarda da Cruz Vermelha Portuguesa está registado, nos correios portugueses, no dia 7 de Novembro de 1870. São 150 anos de uma missão de entrega e apoio a todos quantos têm necessitado da maior organização humanitária do mundo. A cidade da Guarda esteve na linha da frente das primeiras delegações criadas em Portugal de forma a fazer chegar toda a ajuda necessária às populações carentes de cuidados médicos e transporte, longe dos principais hospitais do país.“Ao longo destes anos, várias foram as respostas desenvolvidas e que nos aproximaram da comunidade, reafirmando em cada uma delas, a missão de prestação de assistência humanitária e social, quer pela actividade de transporte de doentes não urgentes, quer pelas actividades de índole social, tais como, o banco de alimentos e de roupa, o apoio e a deslocalização das vítimas de violência doméstica, transporte de emergência social e trafego de seres humanos”, explica a Delegação da Guarda, em comunicado.No âmbito social, a aposta passa pelas “Rotas para a Saúde” um projecto de apoio a idosos numa situação de isolamento e, mais recentemente, pelo projecto “Saúde +”, que apioa pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconómica, com tratamentos dentários, oftalmológicos, auditivos e do foro da saúde mental.Na área da formação a Delegação da Guarda da Cruz Vermelha Portuguesa tem promovido cursos de suporte básico de vida e de primeiros socorros, junto de diferentes públicos e contextos. Na área do socorrismo apoia eventos de cariz cultural, desportivo e de lazer.Para 2020 estavam previstas actividades culturais e solidárias, como passeios a pé e de bicicleta, formação gratuita de primeiros socorros à população, formação de novos elementos de equipas de emergência, workshops e muitos outros eventos. O programa teve de ser adiado devido à pandemia Covid-19.A Delegação da Guarda da Cruz Vermelha Portuguesa espera poder retomar em breve “a plenitude de eventos e actividades complementares”, centrando agora os esforços “na resposta às crescentes carências socioeconómicas, ao transporte de doentes não urgentes, ao transporte de doentes Covid-19 e a necessidades que nestes novos tempos possam ganhar mais foco”.