Carlos Chaves Monteiro e Cidália Valbom esgrimem argumentos

A marcação de uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal da Guarda para a ultima segunda-feira, 11 de Maio, provocou alguma discórdia e troca de palavras entre o presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, e a presidente da Assembleia, Cidália Valbom. Depois de ser conhecida a convocatória da reunião que “pretendia debater com alguns representantes de organizações da sociedade civil, a situação actual do nosso concelho da Guarda”, de maneira a “juntar as vozes de todos, para em conjunto reivindicarmos, se for caso disso, os apoios a que o nosso tecido empresarial, as nossas Instituições e as famílias em geral, possam ter justo direito”, o presidente da Câmara Municipal e responsável máximo da Protecção Civil Municipal, comunicou à presidente da Assembleia Municipal, que não autorizava “a utilização do Teatro Municipal da Guarda, ou de outro equipamento público, para a realização desta Assembleia Municipal Extraordinária, como de outras, de forma presencial, enquanto durar este Estado de Calamidade decretado pelo Governo e nos termos das normas jurídicas em vigor que todos estamos obrigados a cumprir”.Carlos Chaves Monteiro explicou que solicitou “às autoridades regional e nacional de saúde, pareceres urgentes sobre a matéria em análise” e que “os referidos pareceres concluíram que a realização desta Assembleia, viola o Estado de Calamidade decretado bem como as normas legais e princípios de preservação de saúde pública que urge acautelar”.Esta decisão levou Cidália Valbom a emitir um comunicado onde dava conta de todos os passos e das autorizações necessárias à realização da dita Assembleia Municipal, no dia 11 de Maio, às 14.00 horas, no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda. “Não podemos aceitar que o Sr. Presidente da Câmara queira equiparar uma reunião do órgão deliberativo autárquico a um evento social”, considerou.Em resposta, o Presidente da Câmara da Guarda, convocou uma conferência de imprensa para a manhã de segunda-feira, durante a qual referiu que a autorização para realização de Assembleia, no Teatro Municipal da Guarda, seria “uma irresponsabilidade”Carlos Caves Monteiro explicou que não havia “nada de urgente” que motivasse a realização de uma sessão Extraordinária da Assembleia Municipal, em pleno estado de calamidade.“Não se trata aqui de nenhum acto de autoridade excessiva. Não se trata aqui de nenhum acto de violar a legalidade. Antes pelo contrário. Seria uma irresponsabilidade do presidente da Câmara Municipal da Guarda deixar que esta Assembleia se realizasse, com violação frontal, violação grosseira, daquilo que são as normas e princípios legais que regem todos os cidadãos do país e, principalmente, aqueles que têm um dever especial de cuidado, aqueles que têm um dever especial de responsabilidade de assegurar o cumprimento da lei”, disse Carlos Chaves Monteiro.Recorde-se que a Comissão Política Concelhia do CDS Guarda também já tinha feito saber que não iria participar na sessão extraordinária da Assembleia Municipal, marcada para esta segunda-feira, 11 de Maio, por considerar que “é ilegal”.