Guarda


O Secretário-Geral do PS, António José Seguro, esteve no domingo, dia 31 de Agosto, na Guarda, onde presidiu à cerimónia de inauguração das obras de requalificação da sede distrital do partido.
O edifício foi remodelado interiormente, tendo sido criadas melhores condições de trabalho e de atendimento aos militantes e simpatizantes socialistas. “Há anos” que a sede “necessitava de obras profundas”, reconheceu José Albano Marques, presidente da Federação Distrital da Guarda do PS. “O PS da Guarda tem uma sede com condições, que não nos envergonha, e que resultou de um trabalho de união de todos”, declarou na sessão inaugural. Segundo o dirigente, a intervenção era um dos objectivos que lhe faltava cumprir enquanto presidente da Federação. Referiu que na sua liderança, António José Seguro “olhou para a Guarda” e dotou a sede socialista com “melhores condições”. A intervenção também permite disponibilizar, pela primeira vez, um Centro de Documentação que contém “todo o histórico do PS na Guarda”.
António José Seguro lembrou que é militante no PS da Guarda desde 1995, quando foi eleito deputado pelo círculo eleitoral da Guarda, e que também já foi presidente da Federação Distrital Socialista. Em relação às obras efectuadas na sede, disse: “Nós só fazemos aquilo que nos é exigido: apoiar as boas iniciativas”. Acrescentou que as obras permitem que a sede seja “um espaço de abertura” do partido aos militantes e simpatizantes da Guarda e do distrito.
No seu discurso, que foi escutado, entre outros, por Maria do Camo Borges, ex-Governadora Civil, José Martins Igreja, vereador do PS na Câmara da Guarda, João Pedro Borges, presidente da Comissão Política Concelhia do PS e Olga Marques, dirigente do Departamento das Mulheres Socialistas, defendeu a alteração do actual sistema eleitoral, para permitir que os portugueses possam escolher os candidatos a deputados. “Nós temos de abrir o sistema político em Portugal. E uma das propostas que vamos apresentar brevemente na Assembleia da República (AR) é de permitir que os portugueses possam escolher o seu deputado à AR”, afirmou. Seguro defende a alteração à lei eleitoral por reconhecer que os portugueses sentem alguma “desilusão” em relação ao sistema político em vigor. “Como sabem, desde o 25 de Abril de 1975, altura em que, pela primeira vez, houve eleições democráticas em Portugal, os partidos escolhem os candidatos e os eleitores resumem-se apenas a ratificarem a decisão dos partidos. Ora, nós queremos mais, queremos mais abertura e queremos dar a possibilidade a que os eleitores portugueses possam escolher também quem é o seu deputado”, afirmou. A alteração, no entender do dirigente do PS, poderá ser feita “através da criação de círculos de um só deputado ou através da possibilidade de se apresentarem listas abertas onde cada eleitor pode, além de votar no partido da sua opção, também escolher o candidato ou a candidata no interior dessa mesma lista”. “Nós temos disponibilidade de abertura para discutir com todos os partidos e queremos que esta abertura, que nós vamos propor e tomar a iniciativa, seja objecto de discussão, de compromisso e de consenso”, disse.
No seu discurso, defendeu ainda medidas de “discriminação positiva” e de captação de investimento público e privado para as regiões do Interior do país. “O Interior precisa de um plano de desenvolvimento”, assumiu, criticando a política de encerramento de serviços seguida pelo actual Governo.