Colóquio decorreu no Teatro Cine de Gouveia

Preparar o “Congresso Internacional: A Bíblia na Cultura Ocidental”, adiado parta 2022, foi o grande objectivo dos eventos que decorreram em Gouveia, nos dia 1 e 3 de Julho, que incidiram na Bíblia, cuja leitura, ao longo dos milénios, influenciou o pensamento das pessoas, a vida de comunidades e a história das civilizações. A iniciativa contou com intervenções, entre outros, do presidente do Conselho Pontifício para a Cultura da Santa Sé, Cardeal Gianfranco Ravasi e do Cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente. Durante a sessão foi inaugurada a exposição filatélica “’A Bíblia na Arte Postal’ dos países do mundo”, e obliterado o selo comemorativo dos ‘1600 Anos do Nascimento de São Jerónimo, primeiro tradutor da Bíblia para Latim, a famosa e influente Vulgata’, com uma fotografia da imagem de São Jerónimo, pertencente à igreja paroquial de Ribamondego, concelho de Gouveia. O Cardeal Gianfranco Ravasi, que participou via online, a partir de Roma, apresentou a reflexão a ‘Bíblia, um código para compreender a cultural ocidental’. O cardeal-patriarca de Lisboa que falou sobre o tema “Portugal, um país bíblico?”, disse que em “pontos basilares de cultura e civilização” se manifestam “alguns traços bíblicos essenciais”. E exemplificou: “O calendário é pontuado pelo Natal, a Páscoa e as celebrações locais de padroeiros, mesmo que as datas sofram reinterpretações profanas. Designamos os dias da semana em relação ao primeiro deles, é uma especialidade portuguesa, e desde o século VI pelo menos, o domingo, inovação tipicamente cristã”.D. Manuel Clemente referiu que quando Portugal se vai transformando actualmente “em terra comum de uma centena de povos residentes”, de vários continentes e variadas tradições culturais e religiosas, pode verificar-se “com maior clareza a presença ou ausência da referência bíblica”. E acrescentou: “Existem actualmente em Portugal povos que nunca tiveram nenhuma iniciação bíblica nem evangélica”.A intervenção do Cardeal Patriarca de Lisboa serviu de introdução à apresentação dos seis volumes ‘A Bíblia em Portugal: 25 séculos de traduções e modelações’, de frei Herculano Alves, Franciscano Capuchinho. “Podemos afirmar que sobre esta temática tão central há um antes e um depois do seu trabalho, que se torna assim num marco incontornável da cultura portuguesa”, disse D. Manuel Clemente.Usaram da palavra para apresentação dos diferentes volumes, Luís Carlos Amaral, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Eugénia Magalhães, do Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização, Dom Manuel Felício, Bispo da Guarda, Carlos Fiolhais, Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra e José Eduardo Franco, Cátedra de Estudos Globais da Universidade Aberta.No sábado, dia 3 de Julho, teve lugar a Gala de entrega de prémios do Bíblia Moov, um concurso de vídeo que se baseia na interpretação criativa de textos da Bíblia.O colóquio, que decorreu no Teatro Cine de Gouveia, antecipou o ‘Congresso Internacional da Bíblia’, que foi adiado para 2022 por causa da pandemia Covid-19, que é uma das iniciativas realizadas no contexto do futuro Museu Internacional do Livro Sagrado de Gouveia.