Gouveia


A Câmara de Gouveia iniciou na terça-feira, dia 17 de Outubro, o levantamento dos prejuízos causados no concelho pelos incêndios de domingo (15 de Outubro) e de segunda-feira (16 de Outubro). O seu presidente, Luís Tadeu, admite que os prejuízos causados pelas chamas “são imensos”. Na segunda-feira durante a tarde, o autarca indicou que durante a manhã ainda foram combatidas chamas na área urbana da cidade de Gouveia e nas Freguesias de Aldeias, Folgosinho e Figueiró da Serra, mas o incêndio progrediu em direcção a Linhares da Beira, no concelho de Celorico da Beira. Naquele dia tinham também já começado as operações de “rescaldo e de alguma limpeza” dos locais atingidos pelo fogo. De acordo com Luís Tadeu, só na aldeia de Melo, entre as 3.00 e cerca das 6.00 de segunda-feira, “arderam oito casas e, numa delas, funcionava a Farmácia”. Disse ainda que em várias aldeias do concelho, como Arcozelo, Moimenta da Serra e Folgosinho, arderam casas de habitação. No entanto, assinalou que apenas “uma ou outra pessoa” foi realojada pela autarquia, havendo casos em que os desalojados foram acolhidos em casas de familiares ou ocuparam outras habitações próprias que possuíam. O autarca referiu ainda que ardeu totalmente um aviário na área da Freguesia de Gouveia e várias explorações agrícolas.
Durante o combate às chamas, o presidente da Câmara Municipal de Gouveia chegou a queixar-se da falta de meios no terreno.