Operação Floresta Segura 2019


Uso do fogo, limpeza e remoção de matos e manutenção das faixas de gestão de combustível estiveram entre as principais preocupações das acções levadas a cabo pela GNR.

Entre 15 de Janeiro e o dia 10 de Outubro, data em que terminou o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, a GNR realizou cerca de 6 200 acções de sensibilização, alcançando mais de 122 mil pessoas. Estas acções tiveram o objectivo de alertar para a importância de um conjunto de procedimentos preventivos a adoptar, nomeadamente, sobre o uso do fogo, a limpeza e remoção de matos e a manutenção das faixas de gestão de combustível. Para fazer passar a mensagem, a GNR optou pelo contacto pessoal, através de iniciativas em sala, dirigidas a autarcas, produtores florestais, comunidade escolar, agricultores, associações e população em geral.
Este ano, foram realizadas cerca de 50 700 patrulhas e percorridos mais de 3,3 milhões quilómetros, com o empenhamento de militares do SEPNA, da UEPS e dos Postos Territoriais.
Relativamente à fiscalização, a mesma vem incidindo sobre as situações identificadas no levantamento efectuado numa primeira fase, tendo a GNR elaborado 6 337 autos de notícia por contra-ordenação, devido à falta de limpeza de terrenos.
A acrescentar a estas infracções, a GNR registou ainda 854 autos de notícia por contra-ordenação por incumprimentos das normas para a realização de queimas e queimadas.
Desde o arranque da operação, até ao dia 10 de Outubro, a GNR registou 6 014 crimes de incêndio florestal, tendo resultado na detenção de 54 pessoas e na identificação de outras 535.
De acordo com os dados divulgados na última semana, 26 % dos primeiros e segundos alertas por incêndio foram dados pela Rede Nacional de Postos de Vigia da GNR, permitindo desta forma uma resposta mais célere e eficaz no combate aos incêndios.
“A protecção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, vai continuar a assumir-se como uma das prioridades da GNR, sustentada numa actuação preventiva, com o envolvimento de toda a população e demais entidades públicas e privadas, facto que permitiu, em 2018, comparativamente com 2017, reduzir em 40% as ocorrências de incêndio e a área ardida em mais de 92%”, explica a GNR em comunicado.