Fornos de Algodres


O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, esteve em Fornos de Algodres no sábado, dia 25 de Junho, no âmbito das comemorações do 350.º aniversário da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.
O governante foi recebido nos Paços do Concelho e visitou de seguida as instalações das valências da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres. Na Unidade de Cuidados Continuados (UCCI) procedeu ao descerramento de uma placa com o topónimo Dr. Fernando Menano e na ERPI (Estrutura Residencial para Idosos) descerrou uma placa com o nome de Francisco Paulo Menano.
A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres, actualmente presidida por Luís Miguel Ginja da Fonseca, foi fundada em 1666, por decreto régio de D. Afonso VI (o Vitorioso). Possui actualmente duas valências: UCCI (com capacidade para 19 utentes, totalmente preenchida) e ERPI (com capacidade para 20 utentes, também totalmente preenchida), que estão a funcionar desde 2009 e representaram um investimento superior a 1 milhão de euros. Na cerimónia de recepção realizada nos Paços do Concelho de Fornos de Algodres, o provedor disse que a Irmandade candidatou alguns projectos ao Portugal 2020, como o alargamento da UCCI e da ERPI e a construção de um mini centro de reabilitação, que aguardam financiamento para podem ser executados.
O presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Manuel Fonseca, referiu no discurso que o concelho sofre com as dificuldades associadas aos territórios de baixa densidade, mas a autarquia tem procurado dar resposta aos problemas sociais que surgem no dia-a-dia, com a candidatura a várias medidas de emprego e a criação do Programa de Emergência Social. Aludiu ainda à criação, por parte do actual Governo, da Unidade de Missão para o Interior, acreditando que pode ser “a última hipótese para estes territórios saírem do marasmo económico em que se encontram”.
O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, referiu no seu discurso a importância do movimento das Misericórdias e das instituições de apoio social, observando que a economia social não é um substituto do Estado. “Por vezes há quem não entenda, ou confunda, aquilo que é o papel da economia social e o que é o papel do Estado. Ao contrário de outros, não entendo a economia social como um substituto do Estado”, disse. E acrescentou: “Durante alguns anos ouvimos demasiadas vezes remeter para as instituições sociais quase que a responsabilidade única, ou pelo menos primeira, na resposta aos problemas sociais do nosso país, das nossas comunidades”. “A economia social não pode servir como um biombo atrás do qual o Estado se esconde nas suas fragilidades ou nas suas opções de desinvestimento social. Não é essa a nossa posição, não é essa a minha posição, não é essa a posição do Governo”, afirmou Vieira da Silva.