Figueira de Castelo Rodrigo

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Ilídio Marcos tem exploração com 550 ovinos O produtor e agricultor Ilídio Marcos, de 47 anos, possui uma exploração agro-pecuária na localidade de Reigada, Figueira de Castelo Rodrigo, onde tem actualmente 550 ovinos e 230 bovinos. Da sua exploração saem anualmente borregos para o mercado nacional e local. “Este ano já vendi cerca de 20 borregos para um comprador local que participa no 2.º Festival do Borrego da Marofa. Por norma costumo vender para um negociante que depois os leva para o Porto. Aqui, em Figueira de Castelo Rodrigo, também vendo, quando se proporciona o preço. Costumo vender animais com 15 dias. Neste momento terei cerca de 20 borregos para venda”, disse o empresário ao Jornal A GUARDA. Ilídio Marcos reconhece que a realização do festival dedicada ao borrego contribui para aumentar a procura do animal criado na zona da Serra da Marofa. “Noto que há uma maior procura de borregos na época do evento e o preço é agora mais alto do que se praticava nos anos anteriores. Com o festival, que vai na segunda edição, sempre se tem alguma mais-valia”, admitiu. O produtor referiu que a Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e a Associação Douro Altitude - Associação de Produtores de Figueira de Castelo Rodrigo, têm em curso o processo de certificação do borrego da Marofa e um projecto para instalação, no Parque Industrial, de um matadouro de pequenos ruminantes. O investimento ronda os 2,4 milhões de euros e será candidatado a fundos comunitários. O responsável disse ainda que o projecto “foi pensado não só para o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, mas também para os municípios limítrofes de Almeida, Pinhel, Trancoso e Mêda”. Pelas contas de Ilídio Marcos, nos cinco concelhos “há um núcleo de mais ou menos 60 mil ovinos”. “O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo é o maior, com 19/20 mil cabeças. Depois temos Almeida com 16/17 mil cabeças, Mêda com cerca de 7 mil e Trancoso com 10 a 12 mil cabeças”, concluiu.
O 2.º Festival do Borrego da Marofa, que começou no dia 9 e termina no dia 21 de Novembro, incluiu este ano, pela primeira vez, a realização da denominada “Rota das Adegas”. A iniciativa consistiu na realização de almoços e de jantares, em várias adegas do concelho que aderiram ao evento organizado pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo. A Casa das Castas (Cobelcos - Vinhos e Turismo Ld.ª), na Vermiosa, foi uma das Adegas que aderiu à iniciativa. Trata-se de um projecto que integra uma Adega e uma Casa de Campo, propriedade do casal Ana Bolota e Luís Miguel Santos. A adega existe desde 2010. A casa de turismo rural, com 8 quartos duplos e 4 salas, um espaço de jardim, piscina e estacionamento privado, abriu as portas em Maio deste ano. A Casa das Castas produz vinhos brancos e tintos das marcas “Casa das Castas” e “Vale de Esgueva”. “Este ano fizemos perto de 40 mil litros de vinho branco e tinto”, disse a proprietária ao Jornal A GUARDA. “Os nossos vinhos estão a ser vendidos fundamentalmente em Portugal continental, em restaurantes, garrafeiras, lojas gourmet e também a particulares”, disse. Em relação à Casa de Campo, a primeira casa de turismo rural da Vermiosa, a empresária Ana Bolota explicou que a unidade tem tido “alguma procura” por parte de turistas nacionais e estrangeiros. “Cerca de 50% são estrangeiros. Vêm muitos espanhóis, ingleses e suíços, entre outros. Fazemos enoturismo e provas de vinho durante o ano e na época da vindima damos a possibilidade de os hóspedes fazerem a vindima e a pisa no lagar da adega”, disse. A responsável considera que o Festival do Borrego e a realização de almoços e de jantares nas adegas de Figueira de Castelo Rodrigo são boas iniciativas. “Vão ajudar a divulgar o borrego, a região e os produtos. O borrego é um dos pratos que se faz há mais tempo, embora ainda não tenha nenhuma certificação, mas já estão a trabalhar nisso”, concluiu.
Figueira de Castelo Rodrigo A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, com o apoio da Associação Douro Altitude - Associação de Produtores de Figueira de Castelo Rodrigo, está a promover, até sábado, dia 21 de Novembro, o 2.º Festival do Borrego da Marofa, com o objectivo de divulgar e de difundir aquela iguaria gastronómica típica do concelho. A organização refere que a iniciativa, para além de procurar divulgar todo o concelho, o seu vasto património, as suas tradições e as suas gentes, brindará os participantes com uma “gastronomia única”. O programa da edição deste ano foi enriquecido com a realização da “Rota das Adegas”, que contemplou a realização de almoços e de jantares, mediante inscrição, nas adegas aderentes. Durante o 2.º Festival do Borrego da Marofa também decorre no Mercado Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo uma exposição e venda de produtos regionais. Com o objectivo de valorizar a vertente agrícola e agro-pecuária, a autarquia de Figueira de Castelo Rodrigo, presidida pelo socialista Paulo Langrouva, celebrou, no dia 26 de Outubro, um protocolo de cooperação com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) que permitirá o apoio na certificação do Borrego da Marofa e o desenvolvimento de uma marca de ovinos que seja específica daquela região. De acordo com o autarca, a UTAD vai também ajudar aquele Município a “elaborar um pré projecto de regadio, a partir da Barragem de Santa Maria de Aguiar, que vai abranger Figueira de Castelo Rodrigo, Castelo Rodrigo, Vilar Torpim e Reigada”. Paulo Langrouva considera que o projecto do regadio é “crucial” para o desenvolvimento agrícola do seu concelho.