Comissão Política Distrital e JSD Concelhia da Guarda

Terminada a 31ª Cimeira Ibérica que decorreu na Guarda, no dia 10 de Outubro, as estruturas locais do PSD, nomeadamente a Comissão Política Distrital e JSD Concelhia da Guarda, vieram a público mostrar o seu descontentamento em relação às medidas práticas deste acontecimento para a região da Guarda. “Da Cimeira Luso-Espanhola que decorreu na Guarda, da qual toda a população da raia esperava que fossem anunciadas medidas positivamente discriminatórias e arrojadas para tirar esta faixa fronteiriça da agonia em que está mergulhada, apenas resultou uma Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço muito aquém do expectável, sem ambição suficiente para desencravar toda esta faixa fronteiriça”, escreve em comunicado a Comissão Política Distrital do PSD Guarda.Este órgão presidido por Carlos Condesso considera que para além de objectivos genéricos “desta Cimeira, mais não saiu que uma mão cheia de nada em ambição e muito menos em investimento público”.A Distrital do PSD da Guarda lamenta que o distrito tivesse ficado de fora dos investimentos estruturantes e que do documento final desta estratégia comum, “constem apenas dois investimentos para o distrito, que já foram há muito anunciados por diversas vezes, e que actualmente já se encontram em fase avançada de conclusão, como é o caso do troço ferroviário Covilhã/Guarda e da ligação rodoviária Vilar Formoso/Fuentes de Oñoro”.Esta estrutura partidária lamenta que o documento não tenha qualquer referência à reactivação da Linha de Caminho-de-ferro desde o Pocinho até Salamanca; à criação de um Porto Seco na Guarda; à redução das portagens na A23 e A25; à redução de custos de contextos para as empresas e benefícios fiscais para esta região de fronteira; e aos itinerários complementares IC6, IC7 e IC37.A JSD Concelhia da Guarda enaltece a realização da Cimeira Luso-Espanhola na Guarda “pelo que representa como pelo trabalho que foi feito pelo executivo municipal para garantir que a Guarda fosse palco deste encontro entre os governos de Portugal e Espanha”. O comunicado da JSD Guarda acrescenta que “não há uma única medida geral ou concreta que se possa considerar uma conquista em nome dos legítimos anseios dos cidadãos e das empresas deste concelho e desta região”.