Prados


José Gomes da Fonseca, de 62 anos, é o proprietário do único café da aldeia de Prados, o “Café Pradense”. O homem, que possui o estabelecimento há cerca de 20 anos, queixa-se do fraco negócio, dizendo que o movimento só aumenta nos meses de Julho e de Agosto, quando estão na terra os emigrantes em França e nos Estados Unidos da América. “O movimento maior é, de facto, em Julho e Agosto. No Natal e na Páscoa também temos algum movimento, mas o resto do ano é muito fraquinho”, disse. E acrescentou: “As pessoas daqui da aldeia já são poucas. Os jovens são poucos e este ano o negócio ainda está mais fraco porque parou a construção civil”. “O que se ganha nos meses de Julho e de Agosto é que ajuda a equilibrar o resto do ano”, rematou.
O comerciante disse ainda ao Jornal A GUARDA que o negócio piorou quando fechou a fábrica Delphi, na Guarda, que empregava muitos jovens que, ficando sem emprego, foram obrigados a emigrar para a França. “Agora só cá temos meia dúzia de jovens. Isto foi-se muito abaixo, porque havia aqui muitos rapazes que foram embora para o estrangeiro à procura de emprego”, referiu.