Valências estão a funcionar normalmente
Na Cáritas Diocesana da Guarda os serviços estão todos a funcionar normalmente, mas sempre com as devidas precauções. A garantia foi dada pelo presidente da instituição, Manuel Portugal, ao jornal A Guarda. As instalações, localizadas no edifício do antigo Colégio de São José, na Guarda, estão reservadas aos colaboradores com “todas as valências em funcionamento”. Manuel Portugal explica que as pessoas continuam a procurar a ajuda da Cáritas mas deixaram de entrar no edifício. “As pessoas vêm aqui e são atendidas na porta de entrada”, explicou. Ao longo dos últimos dias os pedidos de ajuda, têm sido os habituais, mas a situação poderá ser bem diferente com o evoluir da crise provocada pelo coronavírus. “Depois desta crise os pedidos vão aumentar, isso vai ser uma realidade”, disse Manuel Portugal, que olha, de forma particular para a comunidade cigana. Explicou que com a não realização das feiras “a comunidade cigana vai ser um problema”, devido á falta de dinheiro. “As feiras não existem, eles não têm dinheiro e começam a ter dificuldades e aparecem na Cáritas mais vezes para receber os bens alimentares”, adiantou. O Presidente da Cáritas da Guarda prometeu dar atenção a este problema e deixou a garantia de que “não vai haver fome”.Em relação à população mais idosa, a Cáritas continua com o serviço normal diário de apoio domiciliário. Numa diocese com população muito envelhecida, o presidente da Cáritas sente que esta “faixa etária está assustada” com as notícias que vê em relação ao COVID - 19.Na Guarda, a Cáritas Diocesana também presta apoio aos migrantes e estudantes universitários oriundos do PALOP e, nesta altura, os pedidos de ajuda, desta comunidade, mantêm-se normais. A Cáritas Diocesana da Guarda tem como missão apoiar e dignificar os mais vulneráveis da sociedade, dando resposta às pessoas em situação de pobreza e de exclusão social, no sentido de os acolher, escutar e valorizar. A realidade social e económica que tem caracterizado a área territorial da Diocese da Guarda nos últimos anos, pautada pelo desemprego, desertificação e decréscimo da população nas zonas rurais, aumento substancial da população idosa e do seu isolamento familiar e social, tem contribuído para um aumento crescente do encaminhamento de novas situações e problemáticas para o Serviço de Atendimento Social da Cáritas.
