Almeida


O Quartel das Esquadras, em Almeida, é um dos 15 imóveis que faz parte da segunda fase do programa Revive. O Governo lançou, no 25 de Julho, a segunda edição do Programa Revive que inclui sete imóveis localizados no interior do país, tendo em vista o desenvolvimento do território e o papel do Turismo como instrumento de coesão territorial.
A sessão decorreu em Lisboa e foi promovida pelo Turismo de Portugal e contou com a presença do Ministro Adjunto e da Economia, a Ministra da Cultura e a Secretaria de Estado do Turismo.
A segunda edição inclui monumentos nacionais como o Mosteiro de São José (Évora), a Fortaleza da Torre Velha (Almada) e o Quartel das Esquadras (Almeida), assim como vários imóveis de interesse público como o Palacete Viscondessa de Santiago do Lobão (Porto), a Fortaleza da Juromenha (Alandroal) e o Forte da Cadaveira (Cascais), além do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, identificado como Edifício Pombalino na Praça do Comércio, onde decorreu a apresentação.
Outros dos 15 imóveis são o Forte Velho do Outão (Setúbal), a Casa do Outeiro (Paredes de Coura), o Castelo de Almada, o Centro Educativo Vila Fernando (Elvas), a Casa das Fardas (Estremoz), a Quinta do Cabo das Lezírias (Vila Franca de Xira), Casa da Igreja (Mondim de Basto) e o Palacete Conde Dias Garcia (São João da Madeira).
O Quartel das Esquadras, em Almeida, foi construído entre 1736 e 1750 por ordem do Conde de Lippe, sendo espectável que tenha sido desenhado por Manuel de Azevedo Fortes e que este tenha acompanhado o início da obra.
Em 1760 esteve alojado no quartel um grupo de jesuítas prisioneiros, um dos quais, Anselmo Eckart, que deixou uma descrição do edifício. Também serviu de suporte ao cenário teatral (desenhado pelo Ajudante de Cavalaria João Bernardo Real da Fonseca) durante as festas de celebração do casamento da Princesa D. Maria com o Infante D. Pedro. No século XIX foi reparado e no século XX foram instalados serviços públicos.
De arquitectura militar setecentista, o quartel corresponde a um edifício de dois pisos, de planta rectangular alongada e cobertura de quatro águas, cuja cumeeira é pontuada por chaminés tronco-piramidais. A construção é composta por dois volumes justapostos e escalonados, definindo alçados muito compridos, destacados no piso térreo através de uma arcada contínua formada por vinte arcos abatidos e um arco pleno central. Os primeiros marcam um recesso abobadado que antecede as portas, o segundo assinala uma interrupção transversal em túnel. A escadaria externa, com três lances de degraus, está implantada nos topos. O interior é composto, nos dois pisos, por vinte e um módulos transversais, subdivididos em duas casernas intercomunicantes, abobadadas e equipadas com lareira.
Pode-se considerar o objecto final de uma série tipológica de quartéis de infantaria observáveis nas praças alentejanas, tendo grande afinidade com o Quartel de Infantaria de Moura.