Almeida


“Pedras com História - Testemunhos arqueológicos da freguesia da Amoreira, Parada e Cabreira” é o tema da exposição temporária que está a decorrer até 30 de Março, no Museu Histórico-Militar de Almeida.
A exposição é da responsabilidade de Ana Beatriz Fonte (Estudante de Mestrado em Arqueologia), sendo orientador André Teixeira e Co-orientadora Paula Sousa.
Beatriz Fonte explica que “a zona da bacia do Côa, em consequência da descoberta do importantíssimo conjunto de gravuras rupestres de Foz Côa em 1995, tem beneficiado de incentivos ao estudo histórico e arqueológico, traduzido pela vinda de investigadores especializados para a região. Em Almeida essa investigação tem-se focado maioritariamente no estudo da época medieval (Castelo) e moderna (Praça-Forte), resultando na publicação de riquíssimas obras”. E acrescenta: Contudo este estudo ainda não contemplou várias freguesias do concelho que possuem múltiplos vestígios do passado humano de épocas remotas. Trata-se de uma região sem registos provenientes de escavações arqueológicas, em que as publicações são raras. No entanto, os contributos dessas obras relevam a descoberta de importantes achados que evidenciam o povoamento desta região desde a época romana. Apesar da inexistência de escavações, é da opinião de vários especialistas que a utilização da prospecção com rigor e destreza pode realmente constituir um importante instrumento de investigação arqueológica.
Beatriz Fonte refere que “a realização deste projecto, ao incidir sobre a União de freguesias da Amoreira, Parada e Cabreira, baseia-se no produto de campanhas de prospecção levadas a cabo neste território entre os meses de Outubro de 2014 a Fevereiro de 2015. Esta exposição contempla apenas os dados adquiridos que correspondem à baliza cronológica localizada entre o século II a.C. a finais do século XVIII. O produto final deste projecto reflecte-se na realização da carta arqueológica da União de freguesias mencionadas, um instrumento fundamental para a estudo, protegendo e prevenindo a destruição de sítios arqueológicos que têm vindo a acontecer nos últimos anos”.