Que o PAN tem um preconceito profundo contra o mundo rural, já não é novidade nenhuma

. O senhor deputado André Silva, como bom ambientalista de sofá que é, manifesta uma absoluta falta de respeito pelo modo de vida de portugueses que o senhor em absoluto desconhece. O mundo rural não é um sítio onde este senhor vá passear e, por essa mesma razão, não quer saber da maneira como as pessoas vivem. O único mundo que este tipo de ambientalismo bacoco conhece é o do elevador do prédio e das pessoas que se cruzam indiferentemente na rua, onde as intermináveis filas de automóveis libertam gases de estufa que enegrecem os pulmões daqueles que, como eles, optaram por um estilo de vida que se desenvolve em superfícies terrestres impermeabilizadas, onde nem a erva daninha tem condições de medrar.Esses falsos ambientalistas, cuja proximidade a um habitat natural apenas se mede na distância que medeia entre o sofá e o plasma ou LCD da sala lá de casa, têm todo o direito de não gostarem de carne, de não comer carne, de serem veganistas, vegetarianos ou o que entenderem. Aquilo que não tem o direito é de fazer juízos éticos e morais sobre o que cada um come. Vivam as respetivas vidas como entenderem, mas não nos venham tentar impor o seu estilo de vida.Estes senhores do habitat do soalho flutuante desconhecem que no mundo rural as pessoas trabalham de sol a sol em dias de semana, sábados, domingos, feriados e dias santos, sem terem qualquer rendimento mínimo garantido, nem acesso às pensões sociais de inserção ou qualquer outro tipo de apoio social. Trabalham diariamente para ganharem o pão nosso de cada e todos os dias para conseguirem o pé de meia que lhes permita encararem a velhice com alguma tranquilidade, porque do Estado pouco ou nada esperam além de impostos, taxas e taxinhas que lhes criam dificuldades na gestão do dia a dia.Daí que vergonhosa e insana serem as únicas formas de classificar a proposta que o PAN apresentou e queria fazer aprovar no Orçamento de Estado 2020 e que pretendia impor taxas adicionais na compra de carne de vaca, de ovelha e galinha e tornar-nos vegetarianos por força dos impostos. A imposição de uma ideologia de esquerda. A verdadeira natureza do PAN ficou à vista de todos. É uma espécie de melancia, verde por fora e vermelha por dentro, que faz da dissimulação a sua principal arma de combate.O IVA foi o campo de batalha onde se conquistou o orçamento de 2020 e, entre avanços, recuos e retirada de tropas, as festas e feiras eróticas mantiveram uma taxa reduzida do imposto a 6%,  enquanto que a cultura tauromáquica suportará o mesmo a 23%. Todos nós sabemos a importância da atividade tauromáquica na economia do mundo rural e nas tradições culturais que ligam as pessoas às suas origens, o que faz desta medida a primeira grande PANcada na vida de todos os que vivem no interior do país e que ainda desenvolvem essas nobres e ancestrais atividades, agrícola e pecuária, que garantem a sustentabilidade ambiental.O mundo rural e o interior merecem, no mínimo, respeito deste senhor e dos seus seguidores.