O VINTE VINTE FOI UM ANO RUIM

Passado que está o mês de agosto, podemos já garantir que este ano pouco nos deu de bom. Em todos as actividades da vida portuguesa, ou até mesmo a nível global, deixou quase todos os povos de tanga devido à grande virose que varreu o mundo, sem que até ao momento se tenha encontrado, de fonte segura, um atalho para o seu combate.Portugal não esteve alheio a tudo isso, sofreu como os outros e país pobre como é, na comunidade em que está inserido, teve de puxar pelo seu baralho e jogar as cartas mais fortes que tinha.Quanto ao Covid 19, de cuja peste estamos a falar, penso eu, de que o governo que nos mantém terá tido uma postura correta, pelo menos até agora, pois não sabemos até quando esta “maleita maldita” vai durar.Mas como diz o povo até ao lavar dos cestos é vindima, temos que aguardar que tudo passe, ou pelo menos o mal-estar se minimize.Mexeu com todos os eventos que estavam marcados. Estivessem eles relacionados com a economia, com a diversão, com o desporto, mesmo o de alta competição ou mesmo estâncias de lazer. Durante todo este tempo tentou-se remar contra a maré, muitas vezes em vão, nem sempre bem-sucedidas. Pior do que tudo isto é o retrocesso que nos anunciam e que nos vão forçar a uns quantos passos atrás.Setembro é para nós o recomeço de quase todas as ocupações que fazem bulir o país. Do ensino ao desporto, passando pelas mexidas no campo judiciário, há sempre algo de novo.A indústria abre as portas depois das férias, onde aparece sempre disposta a aumentar a tecnologia e a diminuir a mão-de-obra, para enfrentar o seu mercado cada vez mais competitivo.No espaço agrícola, já quase tudo tem as colheitas feitas, apenas fica o vinho, o azeite, a castanha e pouco mais que o outono tem para nos dar. Mas por outro lado tem que se começar a trabalhar para a época seguinte, quer sejam as sementeiras de inverno para servirem de pastagem, quer a preparação dos terrenos, nomeadamente na área frutífera para a campanha que se segue.No entanto como vejo as coisas encaminhadas não me parece que tudo venha a correr de feição. Para já, os princípios não trazem bons ventos e eu estou como diz o meu povo, quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita. Mas também podemos usar a “cartilha do cigano” que nunca gosta de bons princípios aos filhos. O interessante é que tudo acabe em bem.Uma outra área de que não podemos dispor é no que concerne à área climática, pois as alterações extremas, e fora de época fazem com que tenha que se recorrer a vários tratamentos químicos para assegurar a produção que a terra nos dá. Tudo isso faz com que os produtos que colhemos e que depois vamos levar à mesa venham um pouco contaminados por causa dos pesticidas que utilizamos para garantirem uma boa colheita.Quanto pior for o ano agrícola, maior quantidade de tratamento químico é lançado.Por outro lado os tratamentos com esses produtos conhecidos por pesticidas, caídos na terra, não evaporam, acabam por entrar nas diversas linhas de água, que vão engrossando até chegarem ao mar, acabando por causar danos nas faunas ribeirinhas e algumas vezes em animais domésticos que recorrem a esses curso de água motivados pela sede.Nos tempos que vivemos, ouvimos muito falar em agricultura biológica.  Eu não sei até que ponto pode chegar a pureza que é apregoada, para entrar no mercado a preço competitivo, nem tampouco como é possível a sua certificação. Talvez por isso eu ouça dizer aos mais antigos que trabalham a terra uma frase que me diz tudo: “Eu trato porque sempre sei o que como”. Penso que esta é a melhor forma de formular a nossa opinião.Quanto a tudo o resto há anos de vacas gordas e anos de vacas magras. Infelizmente estamos a passar pelo tempo das vacas magras. Até quando? O tempo o dirá!...