Para se poder viver numa sociedade em que todos se entendam e saibam ocupar o lugar

que é conferido a cada um, ninguém pode fugir das normas a que ficou sujeito.Todos nós, no mundo em que vivemos, temos os nossos deveres perante os outros, só depois de cumpridos, podemos angariar alguns direitos, que o poder instituído entendeu que pelo nosso mérito era justo que aí acedêssemos.Na maioria dos casos, aparece o carro à frente dos bois, chamamos pelos direitos, quando os deveres não estão na nossa mente, ou que em nosso entender são apenas matéria para os outros.Seria bom viver na sociedade em que todos fossem justos, não haver bons nem maus, pois em meu entender só pelidamos de bons, aqueles que ultrapassam a linha vermelha da tolerância, em benefício de alguém, prejudicando outrem. Quanto aos maus, são aqueles que ultrapassam a tal linha do poder mas para o outro lado, abusando do poder que lhes está atribuído, na maioria dos casos em proveito próprio.Dentro dessas linhas vermelhas circulam os justos, que mesmo servindo-se de toda a atenção, ao mínimo descuido acabam por pisar qualquer delas, pois ninguém é perfeito. Todos estes deslizes em que os justos caem, normalmente são de menor importância, dado que não era previsível qualquer gravidade, mas sempre isentos de qualquer dimensão dolosa.Para que todos possam viver e conviver harmoniosamente há as leis regulamentos e até usos e costumes a que todos estão sujeitos. Quem prevaricar estas normas tem sempre que prestar contas pelo dano que causou, seja ele de qualquer natureza, à autoridade que tem a competência para lhe atribuir a pena.Como as infrações às leis instituídas, não são todas iguais, dado que não podemos comparar em matéria de punição, o estacionamento de um veículo fora de mão com um homicídio qualificado. Cada um destes delitos tem a sua instância competente, onde tudo é analisado, prós e contras e se possa agir em conformidade, sempre com intenção de se repor o que foi violado, sem que grande parte das vezes se consiga, como acontece com o cúmulo jurídico, que mais não é de que o rasoiro da justiça, pois não deixa levar mais do que aquela conta aferida.Muito raramente a justiça é bem aceite pelas partes em questão, os punidos se sentem prejudicados, alardeando um exagero, enquanto que os outros acham pouco, frisando a brandura das penas.Mas foi sempre assim, desde o princípio do Mundo, nunca foi possível agradar a Gregos e a Troianos, pois há sempre interesses que são chamados por duas ou mais partes e que muitas vezes fazem abanar a razão e que só muito tardiamente alcança o seu lugar.Também vos digo que estou convicto que a razão é como o azeite, por muito caldeada que possa ser virá sempre à tona. Os conflitos de que vos falo, não são permanentes, aparecem de vez em quando e não são tão prejudiciais, como eu aqui estou a insinuar, pois servem para colocar uma certa ordem social por se temerem as malhas da justiça.Resolvi trazer esta cena a palco, sem que para isso esteja bem habilitado, todavia dou um pouco da minha opinião, que se baseia em factos que vou analisando debaixo do meu modo de pensar, ficando absolutamente ciente de que se eu tivesse algum poder de decisão também não endireitava o mundo, tudo ficaria tal como está.Como sou humano, tenho a tal tendência que a todos nos toca, é tão fácil apontar defeitos aos outros quando nós estamos fora da carruagem. Mas enfim reconhecer o ser humano e o seu erro é sempre uma virtude para quem está da parte de fora. Quem está da parte de dentro outro remédio não tem do que defender-se com todos os meios que possa ter ao seu alcance.E por aqui vos deixo no Dia Mundial da Justiça Social.