Os resultados do Censo 2021 assinalaram que a população portuguesa decresceu mais de duzentas mil pessoas em relação aos dados do censo anterior, de há dez anos.

Por entre os motivos pelos quais a população diminuiu foi também devido à emigração.Como se tem processado a emigração?Poderemos dizer que tem havido coexistência de várias categorias de pessoas que emigraram e que passamos a enumerar:- Pessoas que perderam o emprego em Portugal e que se aventuraram para outros países, geralmente europeus, à procura de trabalho, porque ali têm familiares ou porque ouviram dizer que aquele é um país com melhores possibilidades que os outros. São normalmente pessoas de meia-idade que em Portugal desesperaram de encontrar trabalho. São também chefes de família que emigraram primeiro e depois levaram a mulher e, eventualmente, os filhos. Os filhos podem também, num primeiro tempo, ficar ao cuidado dos avós em Portugal.- Pessoas que foram à procura de um melhor emprego, abandonando o que tinham em Portugal, muitas vezes arrependendo-se de o terem deixado.- Jovens estudantes que frequentaram o programa Erasmus e que se apaixonaram por jovens que conheceram no país onde frequentaram os estudos, decidindo-se ali fixar-se. - Profissionais da saúde - médicos, enfermeiros, técnicos de saúde que enviaram candidaturas espontâneas para os hospitais ou que foram recrutados diretamente por empresas internacionais de recrutamento de mão-de-obra, tais como a Manpower, Randstad e outras, que os ajudaram também na procura de alojamento, regularização de estadia, aprendizagem da língua.- Técnicos de informática para trabalharem nas grandes operadoras telefónicas. - Trabalhadores qualificados (engenheiros, economistas, juristas) para trabalharem em empresas que têm negócios com as suas congéneres estabelecidas em países que falam português: Brasil, Angola e Moçambique.- Há também toda uma plêiade de pessoas que são freelancers e que trabalham para as instituições europeias.- Pessoas de idade que vão tomar conta dos netos. - Pessoas que vão tentar a chance e que vão ficando, vivendo de biscates e outros negócios menos lícitos, sem nunca terem a possibilidade de adquirir a regularização de estadia.- E, ultimamente, tem havido, centenas, milhares de trabalhadores, designados TRABALHADORES DESTACADOS que têm feito e estão a fazer obras importantes nas grandes capitais da europa, porque sabem que os trabalhadores portugueses são competentes.- Nesta situação de nova emigração têm de ser também incluídos os empreiteiros (neste caso subempreiteiros) portugueses que se encontram na cadeia das subempreitadas. Não é raro que o empreiteiro para o qual trabalham abra falência. Neste caso, nem os trabalhadores recebem os salários, nem o próprio dono da empresa que trouxe os trabalhadores é pago, sendo, por vezes, ele próprio obrigado a abrir falência, devido aos débitos em cadeia que têm de ser pagos e aos créditos que não conseguiu receber por causa da falência do cocontratante. Esta situação pode pôr em causa o bem-estar do agregado familiar do chamado patrão. Atenção, porque nem tudo o que reluz é ouro!