EUROPEIAS 2014

 


Segundo o meu ponto de vista a razão deste desinteresse, baseia-se no facto de a grande parte da população portuguesa não ter acesso à informação necessária sobre a importância, de quanto a Europa mexe com o nosso nível de vida, e também a uma outra evidência, é que geralmente o povo não conhece aqueles que vão, e para quê, fazer uso do seu voto. Apenas chega até nós o montante das seus vencimentos e das suas mordomias, as decisões que tomam, bem como tudo o que defendem, ficam ao alcance de muito poucos, que ainda têm o condão de esconder.
No entanto, todo este elevado número de abstenção, e depois de conhecidos os resultados, leva-nos a concluir verdades que não podemos esconder. Em primeiro lugar o Partido vencedor, que obtém a sua vitória, com a mais curta votação de sempre. Creio que a abstenção o prejudicou, porquanto a elevada emigração que se tem verificado, nomeadamente na população jovem e qualificada, não votaria na “pseudomaioria”, que lhes indicou a emigração como destino.
Por outro lado, a coligação que sustenta o governo foi a grande beneficiada, porquanto não necessitou de um milhão de votos o segundo lugar, que ronda os 28%. Pensamos que quem se absteve não foi com o propósito de apoiar o governo, como é lógico.
É bem claro que os partidos do arco do poder foram e são, os principais responsáveis, pois ocupam as campanhas em tricô partidário, em vez de um esclarecimento profícuo e oportuno, que tanta falta faz a um povo desgovernado e desiludido como o nosso.
No momento em que estou a expor o que a minha alma sente, também me ponho a querer adivinhar o que se vai seguir. Penso que nada de bom irá acontecer, uma vez que nas eleições seguintes e que como sabem, essas sim contam para o campeonato nacional, a trave mestra da estrutura deste governo, que é Paulo Portas, não deve alinhar na equipa da família social-democrata, pois estou a falar de um político que é dado a muitas birras, exige muito do outro parceiro para viabilizar o que é irrevogável, coisa que não assenta muito bem nos históricos do PSD. Vendo assim as coisas e cada partido a ir por si, não sei qual a posição que ocuparão na tabela classificativa.
Olhando para o mapa de Portugal com a sua divisão em concelhos, é muito estranho que a coligação governamental, não consiga vencer num só concelho a sul do Tejo, enquanto que também não deixa de ser curioso, que o maior partido da oposição tenha vencido as eleições em todos os concelhos algarvios.
É imperioso que se acabe com a propaganda eleitoralista, assente em promessas que se trocam por votos, e daí se passe a um programa que ponha a nu, todas as dificuldades que nos apertam, bem como as potencialidades que nos podem servir de tábua de salvação.
Também me parece que o povo na hora certa, não aproveita dizer o que pensa, cai no ditado popular, “o calado é o melhor”, deixa avançar a lei da rolha o que permite o alastramento de um empobrecimento envergonhado.
Não deixa de ser uma evidência que cada povo tem o governo que merece, por isso temos que aguentar este até que nos seja dada a palavra para outra escolha, pois por mais que mandem lixar as eleições, elas terão mesmo que acontecer.
Assim se virou mais uma página da democracia lusitana, com uma curiosidade, partidos pequenos foram os mais se alegraram, dos maiores um passou de segundo para primeiro e o da situação contrária enfiou um “capucho”.