No primeiro domingo de outono, neste ano de dois mil e vinte e um e com o calendário

a marcar a data de vinte e seis de setembro, pelas oito horas da manhã as urnas abriram e começaram a “ouvir”, cada um por si, a opinião de todos os portugueses que quiseram cumprir o dever e exercer o direito de votar para as autarquias do poder autárquico.Esta investigação teve uma duração de doze horas, pelo que a partir das vinte começam a sentenciar a sua decisão. Dentro da urna todos os votos têm igual tratamento, venha ele de alguém que seja oportunista, melindrado ou desiludido. Aqui merecem o mesmo tratamento daqueles votos que em consciência votaram na esperança de continuidade, ou daqueles que têm a expectativa de mudança.Também há aqueles que não se dão bem com a democracia, como certamente não aceitariam de bom grado qualquer outro sistema político. São os que se refugiam na abstenção para posteriormente e a seu bel-prazer, poderem criticar tudo e todos sem que se sintam responsáveis por que quer que seja. Quem não vota por comodismo ou por segunda intensão é um irresponsável no seio da democracia em que vivemos e que tanto custou a conquistar e a consolidar.   Depois deste intróito, resta-me pensar e analisar a justiça das urnas, que se não for manietada por alguns habilidosos, é sempre e continuará a ser justa na democracia em que vivemos. No entender de algumas minorias não devia ser assim, pois julgam-se com uma visão mais alargada do espaço político. Mas como o povo é quem mais ordena, são as maiorias que e impõem perante aqueles que vão conspirando contra a decisão das ditas urnas.As vinte horas sempre chegaram e uma hora depois começa a ser divulgados  números que acabam por surpreender, as sondagens à boca das urnas dão a liderança para Carlos moedas na capital. Prevê-se logo a conquista de dois municípios emblemáticos para o PSD em que o PS foi apeado. Estou a falar de Coimbra e do Funchal.Como os primeiros resultados totais foram os dos concelhos menos populosos, aqui e ali verificou-se uma troca de cadeiras, a que não era atribuído grande relevo. Todavia e à medida que a noite avançava Pedro Santana Lopes sente-se galvanizado pela conquista da cadeira do poder no executivo da Figueira da Foz.À medida que o tempo decorria, notava-se o poder que certas coligações, concebidas apenas para estas eleições, as alterações que tinham provocado, estou a falar concretamente do regresso de João Mourato ao município da Meda, bem como da queda de Esmeraldo Carvalhinho na vila de ManteigasTambém se verificava o efeito de quezílias internas dentro da própria área Partidária, como foi o caso da cidade da Guarda onde Chaves Monteiro caiu em proveito de Sérgio Costa seu antigo companheiro na militância do PSD.Navegando ainda pelo distrito da Guarda não me causa grande admiração a conquista de Carlos Condesso em Figueira de Castelo Rodrigo, o que aconteceu por poucos votos.Mas tendo uma visão mais global, onde todos os líderes nacionais cantaram vitória, temos que entender que Portugal na sua maioria ficou pintado cor-de-rosa, exceptuando-se os distritos da Guarda e Leiria, muito embora Aveiro tenha ficado por uma unha negra em favor do PS.Não senti grandes movimentações pelos partidos pequenos, o que também me levou a estranhar, pois tendo em conta das palavras de ordem que lançavam, levavam-me a crer que em determinadas autarquias tivessem as favas contadas.Vivi assim estas eleições, totalmente fora da campanha, apenas eu e só eu, na noite da contagem me debrucei sobre a análise dos resultados e daí retirei a minha análise que aqui passo a partilhar convosco.Temos que esperar por dois mil e vinte cinco para ver outras evoluções. Para vós aquele abraço e até ao dia do meteorologista. Aquele Abraço.