Cá estamos nós em mais um novo ano que certamente vai modificar as nossas condições de vida.

O princípio de cada ano civil traz consigo alterações que acabam por se reflectir no quotidiano das várias instituições, das empresas e de todo o povo. Pois todos passam a depender da legislação que do primeiro de janeiro em diante passa a vigorar.
É por demais evidente que são os novos aumentos que mais estão na berlinda, todavia tem de se ser ter em conta que os ditos aumentos tanto se inserem nas receitas como nas despesas, logo nos fica uma dúvida à partida. Em termos reais é maior a receita ou a despesa?
Eu estou convencido que a receita será sempre um pouquinho mais, mas que não nos vai dar para embandeirar o arco, como muito boa gente ainda nos quer fazer crer. A dita receita, nós temos que a esticar ao ponto de podermos alcançar a cobertura das nossas necessidades diárias para que se possa viver com o mínimo de qualidade.
Mas temos que ter em conta que estamos a viver em janeiro, que embora seja considerado o mais frio, é aquele que começa por colocar toda a natureza crescer. É um dom muito meu, no espaço natural gosto de ver tudo a crescer, desde os dias até à própria vegetação da natureza, onde ate dá gosto ver certa flora a borbulhar.
Aqui pelas nossas bandas diz-se que o janeiro se quer geadeiro, ou seja bem frio para que a natureza tenha mais descanso e melhore a qualidade de certos artigos, como é o caso do queijo e do vinho. Se houver neve o turismo também colhe uma boa parcela proveniente do dito frio.
Estamos numa fase em que o espaço diurno começa a crescer, pois segundo a tradição, em trinta e um de janeiro, quem muito bem contar, hora e meia lhe há-de achar. Isto faz com que tenha início ao planificação para as culturas que têm entrar na terra durante o inverno, embora uns tempos mais tarde.
Também aparecem as festas, feiras e romarias que se enquadram nesta época do ano, pois para além do dia de Reis, que tem lugar no dia seis e que se espalha por todo o mundo católico. Logo no dia dez temos em Amarante os populares festejos dedicados a São Gonçalo, padroeiro das solteironas e das encalhadas, sendo estas as que não se saíram bem de qualquer romance que lhes passou pela vida. Dão alma a esta festividade os cantares brejeiros nos pedidos a este santo para que interceda no casamento daquelas que fora de tempo ainda estão disponíveis.
O dia quinze, o dia em que Santo Amaro é celebrado, também tem honras em diversos pontos do país, nomeadamente nas paróquias onde é padroeiro. Também por se situar a meio do mês, já acontecem por todo o país feiras onde já aparecem vários produtos e artigos que visam o fomento agrícola dos tempos seguintes. No dia seguinte, portanto em dezasseis honramos os cinco mártires de Marrocos e uma coisa que é a meu gosto, o dia internacional da comida picante.
No meu ponto de vista o dia de maiores festejos no mês de janeiro é o dia vinte, que é dedicado de São Sebastião. Tem festejos em diversas paróquias onde é patrono, mas o seu ponto alto acontece em Santa Maria de Feira, com a tradicional festa das fogaceiras, que pela sua importância torna como feriado municipal esta data neste importante concelho do norte do distrito de Aveiro.
Também merecem o devido destaque as feiras de Castro Verde e a do Prado, ali bem perto de Braga, mas já no concelho de Vila Verde. Claro que esta última acaba por ter outra envolvência por acontecer numa região de elevada densidade populacional.
É assim que eu vejo o início deste ano, que segundo a filosofia popular não será dos melhores, pois segundo tenho ouvido, ano bissexto ano travesso. Espero que este à sabedoria do povo.
E por aqui fico. Espero que a saúde não nos desampare e aqui estarei junto de vós no dia dezoito se nada de imprevisto acontecer.