Li numa publicação de Rotary e fiquei surpreso, que a Organização Mundial de Saúde considera que a diabetes será uma das maiores pandemias do Século XXI.


Já tinha conhecimento de que a diabetes pode conduzir a complicações no cérebro (potenciando a ocorrência de AVC´s), olhos (visão turva, retinopatia, cataratas, glaucoma e mesmo cegueira), coração (e consequentes problemas no sistema circulatório sobretudo a nível periférico do corpo que podem evoluir para inevitáveis amputações, mas também favorecendo a ocorrência de enfartes de miocárdio), rins (insuficiências renais que podem levar à necessidade de tratamentos de hemodiálise), ao nível do sistema nervoso, na boca, … enfim pode levar à uma morte precoce.
O que eu não sabia e quando me informei fiquei alarmado, é que mais de 1 milhão de portugueses (somos 10 milhões) já são diabéticos, estimando-se que desses, 44% não estejam diagnosticados (segundo a última publicação de “fatos e números”) e por isso não estejam a ser tratados. Para além disso, cerca de 3 milhões de portugueses pensa-se possam estar num estágio “pré diabético”, colocando-os em sério risco de rapidamente poderem evoluir para diabetes Tipo 2 (*). 90% dos diabéticos são do tipo 2.
Não tendo eu competências nas ciências da saúde, mas perante um fato tão alarmante (pelos números mas também pelo desconhecimento), fui procurar mais informação. Descobri que ocorrências injustificadas e desproporcionadas de sede, excesso de apetite, aumento da necessidade de urinar, perda anormal de peso, fadiga e irritabilidade sobretudo por efeito da desidratação, mas também infeções frequentes, episódios de visão turva, feridas com cicatrização anormalmente lenta, formigueiros frequentes nas mãos e nos pés podem ser sinais de alerta. O problema é que muitas vezes a progressão da doença é assintomática.
Mais uma agrura do processo tem a ver com o fato de que quem contrair a doença nunca mais a deixará de ter. A diabetes (quer seja tipo 1 ou 2) passa a ser uma doença crónica para o resto da vida.
Tendo em conta que no estágio inicial - pré-diabético – o processo pode ainda ser revertido, será da máxima importância termos algumas noções básicas sobre o que devemos fazer, e porque não promover junto da nossa família e amigos, para mitigarmos e desejavelmente revertermos o processo.
E assim, pela sua saúde: tente melhorar a qualidade da sua alimentação, adote uma alimentação saudável que inclua sopas, saladas, legumes cozidos, frutas,… (https://alimentacaosaudavel.dgs.pt/dieta-mediterranica/); tente reduzir o seu peso, se o seu nível de massa corporal para a sua altura estiver acima do recomendável (pode consultar uma tabela de IMC na página do RC Guarda no Facebook (https://www.facebook.com/groups/rotaryclubguarda/permalink/5890287017652268/); tente reduzir ou mesmo evitar fumar; tente praticar diariamente, pelo menos 30 minutos, de exercício físico de dificuldade moderada (uma caminhada com uma boa companhia).
Fiquei a saber também que está em preparação, uma meritória iniciativa envolvendo diversas entidades guardenses que, em parceria, tentam definir formas de apoio objetivas à população, sobretudo para a banda etária dos 25 aos 60 anos, promovendo ações para avaliação de risco e sensibilização para a prevenção, com a qual só me posso congratular.
Sejam céleres. Ajam.

*Pelo aumento da resistência em alguns órgãos à ação da hormona INSULINA, o Pâncreas inicialmente aumenta compensatoriamente a sua produção. Esse excesso de esforço provoca mais tarde a redução da produção da INSULINA e a consequente perda gradual da sua eficácia, deixando de desempenhar o seu papel de facilitador à entrada da glicose – fonte de energia - nas células.