Igreja

Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio ao mundo para nos dar a conhecer o verdadeiro rosto de Deus e ensinar um modo de viver novo, conforme à vontade de Deus, capaz de transformar a existência de cada um numa experiência feliz e nos conduzir, por fim, ao Céu. Esta sua missão, Jesus a cumpriu através de toda a sua vida e morte, pelas suas palavras e pelos seus actos.
Enquanto proclamava a Boa Nova e operava milagres por terras da Galileia, experimentou, humanamente falando, o insucesso: muitos não queriam acreditar no que Ele dizia nem aderir à vida nova que as suas acções manifestavam. E entre os que não se deixavam tocar e converter estavam sobretudo aqueles que na sociedade de então eram considerados os mais cultos, influentes e, sobretudo, mais religiosos. A sua vida, por isso, podia dar a impressão de ser um fracasso. Mas Jesus tem a sabedoria de não se deixar abater ou desanimar.
Diante daquilo que se pode considerar uma crise, Jesus dá-nos uma lição de vida. Levanta os olhos e o coração para o Pai e, por detrás da aparente crise, reconhece a sabedoria e a providência de Deus e exclama: “Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos… porque assim foi do teu agrado”. Em vez de se lamentar, Jesus, de modo surpreendente, dá graças pelo que está a acontecer. Abre o coração ao Pai e, a partir daí, é capaz de ver naquela aparente crise um desígnio de Deus. Não é aos orgulhosos e presunçosos de muito saber que Deus se revela, mas aos que, na humildade, se reconhecem pequeninos diante de Deus e aos que, tantas vezes, pouco ou nada contam para a sociedade.
A Deus, só Jesus O conhece verdadeiramente: “Ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Porque conhece o Pai, Jesus reconhece o seu modo misterioso de conduzir a história e a vida pessoal de cada um. Aquilo que para nós é incompreensível, fonte de sofrimento ou permanece um mistério, precisamos de o levar a Deus, de o apresentar ao coração do Pai que tudo conhece e de tudo sabe dispor para nosso bem e salvação.
“Eu te bendigo, ó Pai”, como Jesus, também por aquilo que no meu dia-a-dia é desilusão, me faz sofrer ou perder esperança e alegria. “Sim, Pai, eu Te bendigo”, porque mesmo sem compreender, creio que por detrás de tudo se esconde e se revela o teu amor misterioso.
Depois de se dirigir ao Pai numa surpreendente oração de louvor, Jesus volta-se para “todos os que andais cansados e oprimidos” e convida a encontrar n’Ele alívio e paz. Jesus não veio para nos sobrecarregar com uma moral impossível de viver, com um número interminável de obrigações a cumprir, ao contrário do que fazem os profissionais da religião que “atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros”.
A vontade de Deus que Jesus cumpre e ensina a cumprir, não é um peso, mas “um jugo suave e uma carga leve”. A vontade de Deus, revelada no Evangelho e livremente acolhida na nossa vida, é convite exigente mas libertador. Não nos lança por terra mas dá-nos asas para voar e viver a vida em plenitude. Faz-nos ver a vida com os olhos de Deus e na sua escola, o Evangelho, aprendemos de um coração manso e humilde o segredo da sabedoria, da paz e da alegria.
“Vinde… e aprendei de Mim”.

O Papa Francisco recebeu, esta segunda-feira, 30 de Junho, o novo rei de Espanha, Felipe VI e a rainha Letizia.
O encontro de cerca de 45 minutos decorreu, no Vaticano, na Biblioteca privada do Papa .

Celebramos neste dia, 29 de Junho, os dois grandes apóstolos, S. Pedro e S. Paulo.

No último Domingo, 22 de Junho, o Papa Francisco uniu-se à jornada da ONU pelas vítimas da tortura, que se assinala anualmente no dia 26 de Junho, apelando ao compromisso dos cristãos na luta contra um pecado “muito grave”.
“Reafirmo a condenação firme de todas as formas de tortura e convido os cristãos a comprometerem-se e colaborar para a sua abolição e apoiar as vítimas e os seus familiares”, declarou, após a recitação da oração do ângelus.
“Torturar as pessoas é um pecado mortal, é um pecado muito grave”, acrescentou.
O encontro dominical decorreu perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, tendo sido iniciado com uma catequese de Francisco sobre o Corpo de Deus.
 “A medida do amor de Deus é amar sem medida”, disse o Papa, sublinhando que “a Eucaristia faz amadurecer um estilo de vida cristão”.
Este estilo, referiu, é marcado pela “docilidade à Palavra de Deus”, a “fraternidade” entre as pessoas, a “coragem do testemunho cristão”, a “fantasia da caridade”, a “capacidade de dar esperança” aos outros e de “acolher os excluídos”.
“A nossa vida, com o amor de Jesus, recebendo a Eucaristia, faz-se um dom”, declarou.
Para o Papa Francisco, este é um amor que se estende a todos, mesmo às pessoas que não o retribuem.
“Peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a redescobrir a beleza da Eucaristia, a fazer dela o centro da nossa vida, especialmente na Missa dominical e na adoração”, pediu o Papa.

“AQUELE QUE ME COME VIVERÁ POR MIM”

Vaticano Papa manifestou preocupação pelas vítimas da guerra no Iraque e anunciou viagem à Albânia

Vaticano
Papa pede fim dos conflitos na Ucrânia e na República Centro-Africana

“RECEBEI O ESPÍRITO SANTO”, SENHOR QUE DÁ A VIDA

“EU ESTOU SEMPRE CONVOSCO”


Celebramos a solenidade da Ascensão do Senhor. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim”, e tendo consumado a sua missão como Salvador, Jesus “subiu aos Céus”. Sem deixar de estar na terra… Enfim, para não correr o risco de acrescentar “explicações” inúteis, convido antes a rezar e meditar as palavras da oração da Igreja para a Missa de hoje: “Ele não abandonou a nossa condição humana, mas, subindo aos céus, como nossa cabeça e primogénito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu Corpo, para nos unir à sua glória imortal”.
Pela encarnação, Jesus fez-Se homem e, nessa condição, presente fisicamente num tempo e num lugar concretos e determinados. Mas como nunca deixou de ser Deus e “Deus, amigo dos homens”, de todos se faz companheiro e contemporâneo. Não mudou de nome, continua a ser Deus connosco, Emanuel. A Ascensão revela uma forma de presença mais intensa: estende-se a todos os lugares (“ide a todas as nações”) e a todas as épocas da história humana (“estou sempre convosco”).
De que modo o Senhor cumpre a promessa de estar sempre connosco? De muitos modos, mas é especialmente nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia, onde “Ele está no meio de nós”; na oração comum feita em comunidade ou em família, porque “onde dois ou mais se reunirem em Meu nome Eu estou no meio deles”; em cada ser humano, sobretudo nos necessitados de todo o género, pois o que lhes fizermos é a Ele que o fazemos. Nestas e nas mil e uma formas que o amor de Deus tem de se fazer presente.
Recordemos a experiência dos onze discípulos para a fazermos nossa. Encontram-se na Galileia porque aí os enviou o Ressuscitado (“Ide para a Galileia, lá Me vereis”). Não estão isolados, mas em comunidade. Não numa casa, mas num monte. Nessas circunstâncias, “viram-n’O e adoraram-n’O”. E Jesus aproximou-se e falou-lhes.
A Galileia era o lugar onde tudo tinha começado, onde Jesus os tinha chamado a primeira vez para O seguirem. Não foram ali para matar saudades mas para reforçar a esperança e a coragem. Para Jesus, não serve um discípulo que se agarra ao passado, que olha para trás porque “naquele tempo é que era bom”, nem um que olha apenas para o alto (“porque estais a olhar para o Céu?”), mas o que olha em frente e se deixa interpelar pela Palavra de Deus que envia, desafia e desinstala: “ide e fazei discípulos de todas as nações”.
No dia da ressurreição, Jesus encontrou os discípulos fechados numa casa com medo, mas agora faz questão de se encontrar com eles no monte que lhes indicara. Porque o monte é espaço aberto, lugar sem paredes nem portas, imagem da Igreja nascida do lado aberto pela lança e regenerada pela força do Espírito.
Da Galileia tinha Cristo chamado a maior parte dos seus discípulos. Embora generosos na resposta, revelaram-se lentos para compreender o alcance da novidade de Cristo: “vais restaurar o reino de Israel?” Agora que Cristo ressuscitado venceu o pecado e a morte, e, subindo aos céus, já não está limitado no tempo e no espaço, é preciso regressar à Galileia para recomeçar. Não se trata de restaurar o reino de Israel mas de instaurar o Reino de Deus. Fazer discípulos em todas as nações. A Igreja é a comunidade dos discípulos que não sonham em restaurar tradições mas em instaurar a novidade do Reino. É preciso a coragem de subir ao monte, símbolo de um tempo e espaço para Deus, para O experimentarmos próximo, para fazer silêncio e adorar, para O escutarmos e sermos reenviados ao mundo, a fazer discípulos, baptizando e ensinando a cumprir tudo o que Ele mandou.