Igreja

Vaticano O Papa Francisco associou-se, no último Domingo, 22 de Março, à celebração do Dia Mundial da Água, promovida pelas Nações Unidas. Na recitação do ângelus, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, pediu que este recurso natural esteja disponível para todos. “A água é o elemento mais essencial para a vida e da nossa capacidade de o guardar e partilhar depende o futuro da humanidade”, referiu. E acrescentou: “Encorajo a comunidade internacional a vigiar para que as águas do planeta sejam adequadamente protegidas e ninguém seja excluído ou discriminado no uso deste bem, que é um bem comum por excelência”. O Papa convidou os presentes a recitar uma passagem do ‘cântico do irmão sol’, de São Francisco de Assis, em que se louva Deus pela “irmã água”. Na ocasião o Papa voltou hoje a surpreender os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, distribuindo 50 mil exemplares de evangelhos de bolso, com a ajuda de 300 sem-abrigo. “Agora repetimos um gesto que já fizemos no último ano: segundo a antiga tradição da Igreja, durante a Quaresma entrega-se o Evangelho aos que se preparam para o Baptismo; da mesma maneira, eu hoje ofereço-vos a vós, que estais na praça um Evangelho de bolso”, explicou, após a recitação da oração do ângelus. “Vai ser-vos distribuído gratuitamente por algumas pessoas sem-abrigo, que vivem em Roma. Tomai-o e levai-o convosco, para o lerem muitas vezes, todos os dias. A Palavra de Deus é luz para o nosso caminho”, acrescentou. O Papa repetiu assim um gesto que tinha feito a 6 de Abril de 2014, concretizando um apelo que renovou ao longo do seu pontificado, para que cada católico tenha no bolso ou na mala uma edição dos evangelhos para ler regularmente. A iniciativa foi concretizada, desta feita, com a ajuda da Esmolaria Apostólica, por vontade do Papa Francisco. Além dos sem-abrigo, os livros foram distribuídos por seminaristas de Roma, religiosas da congregação fundada pela Madre Teresa de Calcutá e outras religiosas. O volume editado pela Tipografia do Vaticano contém os quatro evangelhos e os Actos dos Apóstolos, abrindo com uma citação da exortação apostólica ‘A Alegria do Evangelho’, do Papa Francisco, e uma oração do beato inglês cardeal John H. Newman.

O Evangelho de hoje começa com o desejo de ver e termina com a promessa de ser atraídos. Inicia com um grupo de pessoas que querem ver e encontrar Jesus: “Nós queríamos ver Jesus”. Conclui com a promessa de atrair todos para Ele: “Quando Eu for levantado da terra, atrairei todos a Mim”.

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Depois de Jesus ter purificado o templo, em Jerusalém, veio ter com Ele um fariseu chamado Nicodemos. Veio de noite, à procura de Jesus, à procura da luz. Com Nicodemos, vamos também nós, na Quaresma, ao encontro de Cristo, Luz do mundo, deixando para trás as noites da existência, as trevas do pecado.

O caminho da Quaresma, que passa pelo deserto e nos faz subir ao monte, conduz-nos hoje ao Templo.

A história do sacrifício de Abraão, apresentada na primeira leitura, pode impressionar.