DOMINGO IV DA QUARESMA


Neste quarto domingo da Quaresma, o domingo da Alegria, a liturgia da Palavra tem apresenta-nos a raiz desta alegria na certeza do Amor de Deus para connosco, isto é, para com a Humanidade. Por isso, a alegria pelo regresso à sua terra é motivo para reconhecer o perdão e a misericórdia de Deus, como diz a primeira leitura. São Paulo recorda a grande riqueza que é a misericórdia do Senhor e que a Salvação é um dom de Deus, para que a Sua graça nos faça crescer na Bondade. O evangelho recorda o diálogo de Jesus com Nicodemos onde lembra a certeza do Amor de Deus para connosco: ”Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho, para que todo o Homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Assim, a Palavra de Deus coloca diante de nós os exemplos necessários para compreendermos que o caminho quaresmal que somos chamados a fazer, é caminho de renovação da confiança em Deus que nos ama, é oportunidade valorizar o perdão recebido, é tempo para nos deixarmos iluminar pela graça de Deus e é também caminhada para assumir compromissos importantes de conversão e mudança à luz da misericórdia divina.
A primeira leitura apresenta-nos a situação do Povo Judeu, antes do exílio, em que não dando ouvidos aos profetas, voltando as costas ao Deus verdadeiro, seguindo o culto dos deuses pagãos, levam ao desprezo pelo próximo, o caminho da opressão e as injustiças praticadas, resultando num modo de vida de infidelidades que tem por consequência o exílio da Babilónia.
Expulsos da sua terra, vivem agora as consequências terríveis da deportação, sendo escravos e vivendo em terra estrangeira, sentem o peso do abandono.
Mas a misericórdia de Deus, que recorda sempre a Sua Aliança com o povo, faz de Ciro, Rei da Pérsia, um instrumento para passados setenta anos, fazer regressar à terra de Judá todos os que fazem parte do povo judeu.
É este caminho de regresso, que é sinal do caminho quaresmal, feito na presença de Deus: “Quem entre vós fizer parte do seu povo ponha-se a caminho e que Deus esteja com ele.”
Na segunda leitura, São Paulo lembra-nos que Deus é rico em misericórdia e que Ele é que toma a iniciativa de nos tirar “do pecado e da morte” para nos restituir à Vida em Cristo. Assim, devemos reconhecer que a graça de Deus em nós, nos dá a vida nova que o nosso pecado tinha manchado e envelhecido e continuamos a dar graças pelos dons de Deus que recebemos, principalmente o dom da Salvação que é dádiva suprema da vontade de Deus.
No evangelho, Jesus diz a Nicodemos que O Filho do Homem ao ser elevado, na cruz, é sinal redentor e salvífico para que cada um acredite n’Ele e n’Ele tenha a vida eterna.
Assim, a cruz é o sinal grandioso do Amor de Deus para a Salvação da Humanidade, já que “Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”, “Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho Unigénito.”
Por isso, o Amor maior de Deus para connosco é a razão profunda da Alegria, assim, os Cristãos-Católicos sentindo-se amados devem ser alegres e felizes. Se Deus nos ama e perdoa, que mais necessitamos para viver a Alegria? O Caminho da Alegria, é feito de gratidão e compromisso em fazer os outros felizes.
Neste IV Domingo da Quaresma que saibamos refletir sobre o caminho quaresmal, que renova e converte, que nos compromete e faz cumprir, que nos implica na vida nova dando sempre as razões da nossa Alegria Pascal.