0. PreparaçãoProcuro um lugar adequado e uma boa posição corporal. Respiro lenta e suavemente.Silencio os pensamentos. Tomo consciência da presença de Deus, invocando o Espírito Santo.


1. O que diz o texto- Leio pausadamente o Evangelho Mt 18, 21-35.- Sublinho e anoto o mais significativo.É a sequência do discurso de Jesus (ver domingo passado). Desenvolvendo o tema da reconciliação, o Mestre exige um perdão sem limites (“setenta vezes sete”). A parábola reforça a ideia, revelando: é de Deus que recebemos e aprendemos o perdão. 2. O que me diz Deus- Imagino-me ouvinte de Jesus e personagem da parábola. Como reajo? O que sinto? Pedro mostra-se generoso e propõe-se perdoar até sete vezes, equivalente à perfeição divina. Mas Jesus, provocativo, eleva a questão a um plano bem mais elevado. Contrapõe-lhe dez vezes essa perfeição, multiplicada por si mesma: sempre e com todos. Qual tem sido a minha prática diante das ofensas e falhas alheias? Contabilizo o perdão? Que sentimentos experimento nessas ocasiões? Para me ajudar, Jesus conta uma parábola. Nela percebo a força e inspiração que necessito para perdoar: o perdão incomensurável que recebo de Deus. Perdoado, saberei perdoar.
3. O que digo a Deus- Partindo do que senti, dirijo-me a Deus, orando (de preferência com palavras minhas).Senhor, tantas vezes, o perdão apresenta-se-me difícil. Apetece-me, como Pedro, contabilizar, condicionar, limitar. Temo ser demasiado bom, não “educando” o faltoso. Mas Tu, não concordas com a minha “justiça”. Não queres o amor atrofiado nem poupado. Para Ti, o perdão não se negocia numa lógica de méritos. O perdão é o exercício do amor sem medida. E Tu és o modelo desse poder inesgotável.Não devo perguntar quantas vezes “tenho de” perdoar, mas quantas vezes me dou a “possibilidade” de Te imitar. Ao jeito do Kintsugi japonês, devo aprender a reparar o quebrado com amor e paciência. A falha não é mais um defeito, mas a oportunidade para crescer no amor. Se o erro precisa ser corrigido, o que erra tem de ser salvo.De Ti recebo tanta misericórdia. Ensina-me a amar além das falhas, minhas e alheias, incondicionalmente. Como Tu o fazes comigo.
4. O que a palavra faz em mim- Contemplo Deus, saboreando e agradecendo.Senhor, só Tu me libertas das mágoas e ressentimento. A tua misericórdia permite-me amar e perdoar. Não existe forma mais plena de liberdade. Por isso, a Ti louvo e agradeço. Contemplo e adoro.Inspira-me o que esperas e mereces de mim. Apoiado em Ti, comprometo-me em algo oportuno e alcançável, crescendo na minha relação diária conTigo e com os outros.
Um pensamento - “Compreender a dificuldade dos outros, é perdoar.” (Tolstoi)
Provocações - Perdoar, é-me fácil ou difícil? Porquê?- Peço o perdão de Deus só para meu alívio ou para aprender d’Ele?- Falta-me perdoar a alguém? O que me diz Deus sobre isso?- Posso dizer-me cristão vivendo no ressentimento?
Um desafio - Pedir ao Espírito Santo a graça de aprender o valor do perdão.
Uma oração poema
Quantas vezes terei de perdoar?Como quem conta tostões,Não vá eu dar mais que o devido,Temo o afeto descapitalizar.Mas em assuntos de relação,Esqueço que não sou credorAntes devedor, de Ti… de tantos.
Quantas vezes fui perdoado?É desta lição que prestarei contas.Em Ti, que não sabes contabilizar,Dilata-se-me o ser, renovado,Da atrofia da mágoa liberto,Perdoado renasço, perguntandoQuantas vezes amarei, perdoando? 0. PreparaçãoProcuro um lugar adequado e uma boa posição corporal. Respiro lenta e suavemente.Silencio os pensamentos. Tomo consciência da presença de Deus, invocando o Espírito Santo.
1. O que diz o texto- Leio pausadamente o Evangelho Mt 18, 21-35.- Sublinho e anoto o mais significativo.É a sequência do discurso de Jesus (ver domingo passado). Desenvolvendo o tema da reconciliação, o Mestre exige um perdão sem limites (“setenta vezes sete”). A parábola reforça a ideia, revelando: é de Deus que recebemos e aprendemos o perdão. 2. O que me diz Deus- Imagino-me ouvinte de Jesus e personagem da parábola. Como reajo? O que sinto? Pedro mostra-se generoso e propõe-se perdoar até sete vezes, equivalente à perfeição divina. Mas Jesus, provocativo, eleva a questão a um plano bem mais elevado. Contrapõe-lhe dez vezes essa perfeição, multiplicada por si mesma: sempre e com todos. Qual tem sido a minha prática diante das ofensas e falhas alheias? Contabilizo o perdão? Que sentimentos experimento nessas ocasiões? Para me ajudar, Jesus conta uma parábola. Nela percebo a força e inspiração que necessito para perdoar: o perdão incomensurável que recebo de Deus. Perdoado, saberei perdoar.
3. O que digo a Deus- Partindo do que senti, dirijo-me a Deus, orando (de preferência com palavras minhas).Senhor, tantas vezes, o perdão apresenta-se-me difícil. Apetece-me, como Pedro, contabilizar, condicionar, limitar. Temo ser demasiado bom, não “educando” o faltoso. Mas Tu, não concordas com a minha “justiça”. Não queres o amor atrofiado nem poupado. Para Ti, o perdão não se negocia numa lógica de méritos. O perdão é o exercício do amor sem medida. E Tu és o modelo desse poder inesgotável.Não devo perguntar quantas vezes “tenho de” perdoar, mas quantas vezes me dou a “possibilidade” de Te imitar. Ao jeito do Kintsugi japonês, devo aprender a reparar o quebrado com amor e paciência. A falha não é mais um defeito, mas a oportunidade para crescer no amor. Se o erro precisa ser corrigido, o que erra tem de ser salvo.De Ti recebo tanta misericórdia. Ensina-me a amar além das falhas, minhas e alheias, incondicionalmente. Como Tu o fazes comigo.
4. O que a palavra faz em mim- Contemplo Deus, saboreando e agradecendo.Senhor, só Tu me libertas das mágoas e ressentimento. A tua misericórdia permite-me amar e perdoar. Não existe forma mais plena de liberdade. Por isso, a Ti louvo e agradeço. Contemplo e adoro.Inspira-me o que esperas e mereces de mim. Apoiado em Ti, comprometo-me em algo oportuno e alcançável, crescendo na minha relação diária conTigo e com os outros.
Um pensamento - “Compreender a dificuldade dos outros, é perdoar.” (Tolstoi)
Provocações - Perdoar, é-me fácil ou difícil? Porquê?- Peço o perdão de Deus só para meu alívio ou para aprender d’Ele?- Falta-me perdoar a alguém? O que me diz Deus sobre isso?- Posso dizer-me cristão vivendo no ressentimento?
Um desafio - Pedir ao Espírito Santo a graça de aprender o valor do perdão.
Uma oração poema
Quantas vezes terei de perdoar?Como quem conta tostões,Não vá eu dar mais que o devido,Temo o afeto descapitalizar.Mas em assuntos de relação,Esqueço que não sou credorAntes devedor, de Ti… de tantos.
Quantas vezes fui perdoado?É desta lição que prestarei contas.Em Ti, que não sabes contabilizar,Dilata-se-me o ser, renovado,Da atrofia da mágoa liberto,Perdoado renasço, perguntandoQuantas vezes amarei, perdoando?