0. Preparo-meProcuro um lugar adequado e uma boa posição corporal. Respiro lenta e suavemente.Silencio os pensamentos. Tomo consciência da presença de Deus, invocando o Espírito Santo.


1. O que diz o texto- Leio pausadamente o Evangelho Mt 21, 33-43.- Sublinho e anoto o mais significativo.A parábola é dirigida às autoridades religiosas e sociais. Nela, um proprietário esmera-se em cuidados com a sua vinha que arrenda a uns vinhateiros. Estes, comportam-se como donos: recusam dar os frutos devidos e decidem eliminar o legítimo herdeiro.  2. O que me diz Deus- Imagino-me ouvinte e personagem da parábola. Como reajo? O que sinto? É resumida a história de Israel. Deus, extremoso, cuidou com amor a sua vinha (o povo de Israel). Enviou-lhe profetas. Mas os responsáveis do povo não os aceitaram. É desmascarada a infidelidade endurecida, profetizando-se a morte do Messias. Que mais poderá Ele fazer? Jesus anuncia que o Reino de Deus será entregue a quem se revelar capaz de dar “frutos a seu tempo”. Mas a parábola é também para nós hoje. Damos os frutos esperados? E eu, particularmente? As minhas obras são conformes às graças que recebo de Deus? Ele saberá sempre recomeçar. Comigo ou sem mim?3. O que digo a Deus- Partindo do que senti, dirijo-me a Deus, orando (de preferência com palavras minhas).Senhor, sou como a vinha da parábola. Lavraste em mim tua obra. Cercaste-me de cuidados. Legitimamente, esperas que os teus dons deem fruto. Porém, tenho eu a disposição de render, de forma generosa? Sou tentado a guardar para mim a colheita, a usufruir de todo o mérito. Quantas vezes confundo correções com ameaças e “maltrato os enviados”. Ajuda-me a recordar que não sou dono do bem, mas apenas administrador. Relembra-me que Jesus é o digno herdeiro. Com Ele e para Ele, os frutos são multiplicados. Serei bem mais “rico” partilhando o que plantaste em mim.Jesus, quantas vezes, Te rejeitei… Ainda assim, és a minha “pedra angular”, sobre a qual quero alicerçar a minha vida. Ensina-me a reconstruir com os meus fracassos, a converter mágoas em oportunidades. Não quero ficar fora do povo que “entrega frutos a seu tempo”.4. O que a palavra faz em mim- Contemplo Deus, saboreando e agradecendo.Senhor, realizas em mim a tua obra, apesar da minha resistência. Jesus Crucificado é a prova do teu cuidado por mim e toda a humanidade. Contemplando-O, desejo dar fruto abundante, a favor de muitos. Agradeço os teus dons. Louvo o teu amor. Adoro.Inspira-me o que esperas e mereces de mim. Apoiado em Ti, comprometo-me em algo oportuno e alcançável, crescendo na minha relação diária conTigo e com os outros.
Um pensamento - “Um dos segredos da vida é fazer degraus com as pedras em que tropeçamos.” (Jack Penn)
Provocações - Dou os frutos que Deus espera e o mundo precisa?- Aceito as correções que me fazem ou reajo mal?- Aprendo com os erros, meus e alheios?- Depois do fracasso, recomeço com fé, generosidade e esperança?
Um desafio - Pedir ao Espírito Santo a graça de converter os tropeços em degraus.
Uma oração poemaUma vinhaCuidada, lavrada e cercada.Um lagar expectante e sequioso.Uma torre vigilante e segura.Com tal afeiçoado esmeroO Senhor aguarda…O tempo da colheita.
Mas eu, tua vinha,Avaro de mim mesmo,Temo-me pobre e desprotegidoSe retribuir tanto amor.Nego o fruto. Vindimo o pedido.E Tu, com a pedra atiradaPacientemente, de novo reconstróis.Por fim, conTigo, saberei frutificar!?