Vaticano


O Papa deu início às celebrações de Semana Santa, no último Domingo, 29 de Março, com uma reflexão em que recordou os cristãos perseguidos e alertou para o “mundanismo” que afasta a Igreja da “humildade” de Jesus.
“Há outro caminho, contrário ao caminho de Cristo: o mundanismo. O mundanismo oferece-nos o caminho da vaidade, do orgulho, do sucesso... É o outro caminho”, disse, na homilia da Missa a que presidiu, no Domingo de Ramos, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.
O Papa elogiou, a este respeito, o exemplo de fé dado por “tantos homens e mulheres que em cada dia, no silêncio e escondidos, renunciam a si mesmos para servir os outros: um familiar doente, um idoso sozinho, uma pessoa deficiente, um sem-abrigo”.
“Pensamos também na humilhação das pessoas que, pela sua conduta fiel ao Evangelho, são discriminadas e pagam na própria pele. E pensamos ainda nos nossos irmãos e irmãs perseguidos porque são cristãos, os mártires de hoje: não renegam Jesus e suportam, com dignidade, insultos e ultrajes”, referiu.
Apresentou a humildade como o “estilo de Deus e do cristão”. “Nesta semana, a Semana Santa, que nos leva à Páscoa, caminharemos por esta estrada da humilhação de Jesus. E só assim será santa também para nós”, afirmou.
A celebração começou no centro da Praça, junto ao obelisco, onde o Papa abençoou as palmas e ramos de oliveira, seguindo depois em procissão para o altar.
O Papa Francisco evocou vários dos momentos que são celebrados ao longo da Semana Santa, a “estrada da humilhação de Jesus”, que sofreu “o desprezo dos chefes do seu povo e as suas intrigas”, a “traição de Judas”, a prisão “como um malfeitor” e o abandono dos discípulos.
Cristo, “conduzido perante o Sinédrio, condenado à morte, flagelado e ultrajado”, passou ainda pela negação de Pedro e os “gritos da multidão”, que prefere libertar Barrabás.
“Este é o caminho de Deus, o caminho da humildade. É a estrada de Jesus; não há outra. E não existe humildade sem humilhação”, sublinhou o Papa.
O Papa, membros da Cúria Romana e outros concelebrantes receberam palmas artisticamente traçadas em Sanremo, norte da Itália, que as oferece desde finais do século XVI.