Vaticano


O Papa Paulo VI foi beatificado no último Domingo, 19 de Outubro, Dia Mundial das Missões, numa cerimónia presidida pelo Papa Francisco. Paulo VI esteve à frente da Igreja Católica entre 1963 e 1978, período em que encerrou o Concílio Vaticano II, e foi o primeiro Papa a fazer viagens internacionais, entre as quais uma visita a Fátima.
A cerimónia, que juntou milhares de pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, contou com a presença de Bento XVI, criado cardeal por Paulo VI.
A Missa incluiu o rito de beatificação propriamente dito, no qual o Papa recitou a fórmula, em latim, com a qual permite que “o venerável servo de Deus, Paulo VI, Papa, possa ser de ora em diante chamado beato”.
O Papa Francisco estabeleceu que a festa litúrgica se celebre a 26 de Setembro, data de nascimento de Giovanni Battista Montini (1897-1978).
A biografia divulgada pelo Vaticano recorda que o novo beato “sofreu muito por causa das crises que afectaram repetidamente o corpo da Igreja”. Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia, e foi ordenado padre ainda antes de completar 23 anos, em 1920, tendo feito doutoramentos em filosofia, direito civil e direito canónico. Como padre, esteve ao serviço diplomático da Santa Sé e da pastoral universitária italiana, tendo vivido a II Guerra Mundial no Vaticano, onde se ocupou da ajuda aos refugiados e aos judeus.
São João XXIII criou-o cardeal em 1958 e participou nos trabalhos preparatórios do Concílio Vaticano II. A 21 de Junho de 1963, foi eleito Papa, escolhendo o nome de Paulo VI, e concluiu os trabalhos do Concílio.
O novo beato foi o primeiro a realizar viagens internacionais, a começar pela Terra Santa e incluindo a passagem por Fátima a 13 de Maio de 1967 e o discurso na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a 4 de Outubro de 1965.
Escreveu sete encíclicas, entre as quais a “Humanae vitae” (1968), sobre a regulação da natalidade, e a “Populorum progressio” (1967), sobre o desenvolvimento dos povos, tendo instituído o Sínodo dos Bispos e o Dia Mundial da Paz.
O Vaticano recorda que o Papa, falecido a 6 de Agosto de 1978, deixou escritos um “pensamento para a morte” e um “testamento”, que se apresentam como “obras-primas de espiritualidade e amor à Igreja”.