Celebração juntou milhares de pessoas no Vaticano


O Papa proclamou, no último Domingo, 15 de Maio, como santos o francês Carlos de Foucauld, dois mártires e sete fundadores e fundadoras de Institutos de Vida Consagrada, numa Missa que marcou o regresso destas celebrações ao Vaticano, após as restrições da pandemia.
Na homilia, o Papa Francisco destacou que “a santidade não se faz de alguns gestos heróicos, mas de muito amor diário”.
“Às vezes, insistindo muito sobre o nosso esforço para praticar boas obras, criamos um ideal de santidade demasiado fundado em nós mesmos, no heroísmo pessoal, na capacidade de renúncia, nos sacrifícios feitos para se conquistar um prémio”, referiu
O Papa afirmou aos presentes que “ser discípulo de Jesus e caminhar pela via da santidade é, antes de mais nada, deixar-se transfigurar pela força do amor de Deus”.
Evocou os novos santos, que viveram “com entusiasmo a sua vocação – de sacerdote, de consagrada, de leigo” e se “gastaram pelo Evangelho, descobrindo uma alegria sem par” que fez de todos “reflexos luminosos do Senhor na história”.
“Tentemos fazê-lo também nós, porque cada um de nós é chamado à santidade, a uma santidade única e irrepetível. A santidade é sempre original”, concluiu.
Os novos santos, seis homens e quatro mulheres, são naturais da Itália, França, Índia e Países Baixos. Ana Maria Rubatto, a irmã Maria Francisca de Jesus, que faleceu no Uruguai, é considerada como a primeira santa deste país latino-americano.
O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, acompanhado pelos postuladores das sete causas, pediu no início da celebração que os beatos fossem inscritos “no álbum dos santos”.
“Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a nossa, após ter longamente reflectido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no episcopado, declaramos e definimos como Santos os beatos Tito Brandsma, Lázaro dito ‘Devasahayam’, César de Bus, Luís Maria Palazzolo, Justino Maria Russolillo, Carlos de Foucauld, Maria Rivier, Maria Francisca de Jesus Rubatto, Maria de Jesus Santocanale e Maria Domingas Mantovani; inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos”, refere a fórmula de canonização, em latim, proferida pelo Papa, sentado, como sinal da sua autoridade pontifícia.
Dezenas de milhares de pessoas, com bandeiras dos países dos novos santos, participam na Missa.