Igreja/Portugal

O padre Vítor Feytor Pinto, antigo coordenador nacional da Pastoral da Saúde, faleceu no dia 6 de Outubro, aos 89 anos. O sacerdote, com forte ligação à Guarda, já estava há vários meses a lidar com problemas de saúde, depois de uma septicemia e de, no último ano, ter sido internado com Covid-19.Devido a uma indisposição sentida na terça-feira, dia 5 de Outubro, foi transportado da Casa Sacerdotal para o Hospital Santa Maria, em Lisboa, onde veio a morrer durante a noite.O Padre Vítor Feytor Pinto era natural de Coimbra, frequentou os seminários diocesanos do Fundão e Guarda, sendo ordenado na Diocese da Guarda, a 10 de Julho de 1955, por D. Domingos da Silva Gonçalves.Esteve ligado à divulgação do Concílio Vaticano II no Movimento ‘Por um Mundo Melhor’, bem como ao trabalho na Acção Católica e à vivência do 25 de Abril, antes de chegar à reflexão sobre a Pastoral da Saúde e a defesa dos direitos fundamentais. Nos últimos anos, destacou-se pelo trabalho que realizou na paróquia do Campo Grande, em Lisboa.Ao longo do seu ministério foi Assistente Nacional e Diocesano da Associação Católica de Enfermeiros e Profissionais de Saúde (ACEPS), Assistente Diocesano dos Médicos Católicos e Assistente Diocesano da Associação Mundial da Federação dos Médicos Católicos (AMCP), para além de ter sido fundador do Movimento de Defesa da Vida, em Lisboa. Esteve também muito envolvido no movimento das Equipas de Nossa Senhora.Para além de incorporar diversos organismos públicos internos, como a coordenação do Projecto Vida - o programa de combate à toxicodependência - ou o Conselho Nacional de Ética, a sua presença tornou-se ainda frequente nos fóruns internacionais.Em 1982 foi o principal responsável pela organização da visita do Papa João Paulo II a Portugal, que viria mais tarde a descrever como “os quatro dias mais felizes” da sua vida. O Papa Bento XVI concedeu-lhe o título de Monsenhor.O padre Vítor Feytor Pinto nasceu a 6 de Março de 1932. Disse aos pais que queria ser padre quando ainda tinha só 10 anos e nessa altura entrou no seminário do Fundão, transitando depois para a Guarda, onde fez o percurso todo até à sua ordenação em 1955, na diocese da Guarda. Foi no Patriarcado de Lisboa, contudo, que passou a maior parte da sua vida sacerdotal.O padre Vítor Feytor Pinto tinha ligações familiares à Ruvina, concelho do Sabugal. Visitava com frequência a cidade da Guarda. Participava, todos os anos, na Missa Crismal de Quinta-Feira Santa, na Sé Catedral da Guarda.
“Com a morte do Padre Feytor Pinto desaparece uma das figuras mais importantes da Igreja Católica Portuguesa nos últimos cinquenta anos. E, certamente, das mais presentes em movimentos de jovens, de famílias, de comunidades sociais as mais diversas, e das mais sensíveis a todos os grandes problemas da sociedade portuguesa, da educação à saúde, da solidariedade social às migrações, da inclusão ao mundo do trabalho”. Marcelo Rebelo de Sousa – Presidente da Rapública

 “Figura sempre próxima, disponível e presente, o padre Vítor Feytor Pinto deixou a sua marca pessoal e de pastor na Associação Nacional dos Médicos Católicos Portugueses, associação que serviu com zelo e dedicação desde inícios da década de 80 do século XX, em certo tempo como assistente espiritual nacional e nos anos mais recentes como assistente espiritual do Núcleo Diocesano de Lisboa”. Associação dos Médicos Católicos Portugueses 

“Era um comunicador extraordinário, como sabemos. As suas missas, as suas pregações e outros encontros que fazia, quer antes, quer depois dos seus tempos no Campo Grande, eram seguidas por muita gente e depois com a internet, muitas mais”.“Foi das presenças sacerdotais e cívicas na sociedade portuguesa das últimas décadas mais marcantes em todo o sentido da palavra, ninguém ficava indiferente à sua palavra, porque era preenchida de uma enorme convicção”.D. Manuel Clemente - Patriarca de Lisboa 

“Agradecemos ao Padre Vítor Feytor Pinto por nos legar uma vida cheia e dedicada à Igreja e a variados sectores da vida da sociedade, e rezamos para que o Senhor o acolha na sua eterna paz.Além das inúmeras tarefas assumidas a nível diocesano, exerceu a sua missão com grande dedicação ao serviço de vários organismos da Conferência Episcopal, por exemplo como director do Secretariado Nacional da Educação Cristã e Juventude e como coordenador Nacional da Pastoral da Saúde”.
Conferência Episcopal Portuguesa