Viagem do Papa com momentos para judeus, muçulmanos e cristãos em Jerusalém

O Papa Francisco terminou a viagem de três dias à Terra Santa, com um programa dedicado a encontros com responsáveis políticos e líderes religiosos judaicos, cristãos e muçulmanos, em Jerusalém.

A agenda começou com visitas ao grande mufti de Jerusalém, na Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar santo do Islão; seguiu-se o Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do Judaísmo, para um momento de oração em que depositou no local uma mensagem escrita, e deixou flores no Monte Herzl, o cemitério nacional de Israel.

O Papa Francisco discursou depois no mausoléu do Yad Vashem de Jerusalém, em memória das vítimas do Holocausto, tendo visitado os dois grãos-rabinos de Israel, no centro Heichal Shlomo.

O Papa Francisco depôs uma coroa de flores no túmulo de Théodore Herzl, fundador e o símbolo do sionismo moderno, segundo as exigências do protocolo israelita, um gesto no qual foi ajudado por duas crianças católicas, nascidas em Israel, que falam hebraico.

Da mesma forma, Francisco foi ajudado no ‘Yad Vashem’ por duas crianças católicas de língua hebraica.

A cerimónia no memorial do Holocausto contou com a presença do presidente e do primeiro-ministro de Israel, Shimon Peres e Benjamin Netanyahu, bem como de seis sobreviventes da Shoah.

Tal como aconteceu em 2000, com João Paulo II, e em 2009, com Bento XVI, a visita decorreu na Sala da Memória, em homenagem das seis milhões de vítimas judaicas, onde teve lugar uma cerimónia memorial e o discurso de Francisco.

Junto da chama eterna que arde no ‘Yad Vashem’ estão escritos o nome dos 22 campos de extermínio nazi.

Neste espaço, em forma de tenda, encontram-se ainda as cinzas de algumas das vítimas dos fornos crematórios; para lembrar as cerca de 1,5 milhões de crianças assassinadas nas câmaras de gás, mais de uma centena de espelhos reflectem a luz de 5 velas.

O memorial oficial de Israel para lembrar as vítimas judaicas do Holocausto foi estabelecido em 1953 pelo Parlamento de Israel.

O Papa encontrou-se depois com Shimon Peres, no palácio presidencial, e reuniu-se com Benyamin Netanyahu no centro Notre Dame, de Jerusalém.

A parte final da agenda decorreu no Monte das Oliveiras e incluiu uma nova visita ao patriarca Bartolomeu, com quem esteve no domingo, 25 de Maio, na Basílica do Santo Sepulcro, para uma celebração ecuménica.

A passagem por Jerusalém terminou com um encontro com o clero e religiosos católicos e a última Missa, com os bispos da Terra Santa, na sala do Cenáculo, local da Última Ceia, para os católicos, e túmulo do rei David, para os judeus.

A visita papal, que começou no sábado, 24 de Maio e incluiu passagens pela Jordânia e Palestina, terminou no aeroporto internacional de Telavive.