Arciprestado de Alpedrinha


Almaceda, Ninho do Açor e São Vicente da Beira, no arciprestado de Alpedrinha, são as paróquias do padre José Manuel Dias Figueiredo, que também é Assistente Diocesano do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Ordenado sacerdote a 10 de Julho de 1994, na Sé da Guarda, fez o percurso académico em Alcains, Castelo Branco e Seminário da Guarda. Ainda frequentou, durante um ano, o Seminário do Fundão mas, a falta de adaptação conduziu-o novamente à escola pública.  
Natural de Louriçal do Campo, concelho de Castelo Branco, diocese da Guarda, o padre Zé Manuel começou por desempenhar a missão pastoral na zona de São Vicente da Beira e Almaceda, colaborando com o Padre Branco. Mais tarde acabaria por ser nomeado pároco de Almaceda e, mais recentemente, de São Vicente da Beira e Ninho do Açor.
No extremo sul da diocese procura responder a todas as solicitações das paróquias. E explica: “Há uma grande relação com as paróquias e com as instituições que fui criando ao longo dos anos”.
Reconhece que “durante a semana há pouco que fazer” pois as terras estão a ficar muito despovoadas. “Há poucos baptizados, poucos casamentos e muitos funerais”, adiantou ao Jornal A Guarda.
Sempre bem-disposto, sente felicidade naquilo que faz e dá por bem empregue o tempo que dedica aos outros. E acrescenta: “Não ponho em causa a opção que fiz, pois se entrei para o Seminário com 18 anos, sabia bem o que queria”.
Dá conta de que as pessoas apreciam a presença do padre “não só a nível espiritual mas também humano”. E adianta: “Há uma boa relação entre as pessoas e o pároco”. Sempre que há algum acontecimento “as pessoas insistem para que esteja presente”.
Nas paróquias ajuda no Centro Social Paroquial e em São Vicente da Beira é Vice provedor da Misericórdia. Olhando para trás diz que “a realidade actual das paróquias que me estão confiadas é bem diferente de quando comecei”. E acrescenta: “São paróquias que estão a envelhecer muito, e no caso de Almaceda está a ficar muito despovoada”.
Em relação a São Vicente dá conta da importância de ainda ter escola até ao 9º ano e de ter em laboração uma fábrica de águas. “Nas outras paróquias não há ofertas de emprego e, por isso, as pessoas vão trabalhar para Castelo Branco”, explica.
Como Assistente Regional do CNE, o padre Zé Manuel está empenhado na divulgação e promoção de “um movimento que é importante na formação humana e cristã das crianças e jovens”. Apesar de continuar a cativar os mais novos “o número de escuteiros tem vindo a baixar a nível regional pois as aldeias estão a ficar despovoadas”. De acordo com este responsável “a maior parte dos escuteiros está nos centros populacionais”, nomeadamente na Covilhã, onde existem vários agrupamentos. Sobre a implantação deste movimento na cidade da Guarda, o Padre Zé Manuel explicou ao jornal A GUARDA “o número de escuteiros tem vindo a diminuir”.