Vamos celebrar no próximo dia 17 do corrente mês de julho a memória litúrgica dos três diocesanos da Diocese da Guarda

até agora beatificados, que foram mártires juntamente com o Jesuíta Beato Inácio de Azevedo, no ano de 1570, a caminho do Brasil, onde se destinavam como missionários.Depois de passar algum tempo no Brasil, onde foi nomeado Provincial dos Jesuítas, Inácio de Azevedo resolve vir ao continente europeu recrutar um grupo de voluntários missionários.Uma vez constituído o grupo, partem para o Brasil em junho de 1570. Dirigiram-se primeiro à Madeira e depois rumaram para a ilha de Palma, de onde haveriam de partir para o Brasil.Na viagem para Palma são assaltados por corsários franceses calvinistas que eliminam todos os Jesuítas, só escapando um, Juan Sanchez, cozinheiro, que haveria de regressar a França e daí vir a Portugal para relatar estes episódios do martírio de Inácio de Azevedo e seus 39 companheiros, que aconteceu em 15 de Julho de 1570.O primeiro a sofrer o martírio foi o Beato Inácio de Azevedo, decapitado e lançado ao mar juntamente com a Imagem de Nossa Senhora diante da qual todos rezavam e que lhe fora dada pelo papa Pio V.Os três mártires beatificados desta nossa Diocese são os seguintes: Beato Francisco Álvares, irmão jesuíta, natural da Covilhã, onde exercera a profissão de cardador. A sua imagem é atualmente venerada na Igreja da Conceição (Covilhã); Beato Manuel Fernandes, natural de Celorico da Beira, estudante jesuíta que tinha entrado na Companhia de Jesus 5 anos antes; Beato António Soares, natural de Trancoso, irmão estudante jesuíta. Nasceu em 1536, entrou para os Jesuítas em Évora, no ano de 1559. Era trabalhador do campo.Para além destes três diocesanos beatificados, temos dois outros diocesanos veneráveis e a caminho da beatificação, D. João de Oliveira Matos e Monsenhor Joaquim Alves Brás.Ao venerarmos estes três beatos, na sua memória litúrgica, em 17 do corrente, peçamos, por seu intermédio, as graças mais necessárias para a nossa Diocese, neste momento.+Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda