Solidariedade

O Banco Alimentar, com o apoio da ENTRAJUDA e em articulação com a Bolsa do Voluntariado, anunciou, no dia 20 de Março, a criação de uma Rede de Emergência Alimentar.“A ajuda não pode parar junto das pessoas mais vulneráveis que, em resultado e no respeito absoluto do Estado de Emergência e das medidas decretadas para conter a propagação da pandemia, ficaram, entretanto, privadas da assistência alimentar que normalmente recebem”, refere Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome e da ENTRAJUDA, em comunicado.Esta iniciativa procura dar uma resposta estruturada a uma realidade que se está a agravar todos os dias. O comunicado refere que “as medidas tomadas, indispensáveis para prevenir o contágio e propagação da doença, estão a criar situações extremamente difíceis e de grande desespero junto das populações mais desfavorecidas”“Urge, por conseguinte, acautelar o risco de situações de ruptura de apoio alimentar, de isolamento e de desespero, que possam resultar”, refere o comunicado. E acrescenta: “Sendo essencial respeitar as recomendações das autoridades de saúde pública, destinadas a combater a disseminação do novo coronavírus, é importante estruturar uma rede de distribuição alimentar que, acautelando a higiene e a segurança, permita continuar a alimentar e a apoiar as populações mais desfavorecidas.A Rede de Emergência Alimentar quer permitir a inscrição das necessidades (pelos próprios, familiares, amigos ou quaisquer outros) numa plataforma informática, com encaminhamento para um ponto de entrega de alimentos próximo da sua residência, contando com um corpo de voluntários, “devidamente protegidos”.