Homília de D. Manuel Felício no Domingo da Misericórdia

Bispo da Guarda quer a Igreja como “rosto da Misericórdia Divina diante do mundo” “Para ser rosto da Misericórdia Divina diante do mundo, a Igreja precisa de revestir-se cada vez mais dos mesmos sentimentos de Cristo e transportá-los para formas de viver que necessariamente marcam a diferença relativamente aos muitos hábitos instalados na vida das pessoas que, muitas vezes, se afastam dos ideias da verdade e do bem de todos”, disse o Bispo da Guarda, na homilia da Missa do último Domingo, também chamado “Domingo da Misericórdia”D. Manuel Felício recordou que “falar de misericórdia é falar no amor infinito de Deus, que se comove diante das muitas misérias humanas, a principal das quais é o pecado”. E acrescentou: “sem negar o princípio da justiça, a misericórdia vai muito mais além, completando-a com a abundância do amor, sempre pronto a perdoar e a oferecer às pessoas renovadas razões de esperança, seja qual for a situação de desânimo e de sofrimento em que se encontrem”.A partir da capela do Paço Episcopal e sem a presença de assembleia, o Bispo da Guarda explicou que “só a Fé na Ressurreição do Senhor nos pode garantir a verdadeira experiência da Misericórdia e o compromisso com ela pois se trata de reconhecer o amor sem limites de um Deus que ressuscita Seu Filho e a todos oferece a certeza da mesma Ressurreição, quaisquer que sejam as condições das suas vidas na terra”.Para D. Manuel Felício a Igreja “sente-se chamada para estar atenta a todos, a começar pelos mais necessitados”. Adianta que “a Igreja e os cristãos, de todos os tempos e lugares, são chamados a viver continuamente de Cristo e do Seu ensino experimentado e actualizado à volta dos apóstolos e dos seus sucessores”.D. Manuel Felício disse também que os cristãos “são convidados a experimentar a novidade de Jesus na celebração dos sacramentos e, em particular, na Eucaristia, do Domingo”.