Arciprestado do Fundão


Pároco de Barroca, Bogas de Baixo, Bogas de Cima, Janeiro de Cima e Castelejo, todas no arciprestado do Fundão, o padre Gilberto Joaquim Roque Antunes sente felicidade no trabalho que realiza, nesta zona da preferia da Diocese da Guarda. Integradas na denominada Zona do Pinhal, estas aldeias estão afastadas dos grandes centros urbanos mas “é um desafio estar nestas periferias geográficas”.
A este propósito, Gilberto Antunes lembra que “o Papa Francisco anda a falar nas periferias” e que ele próprio vive esta realidade de “estar longe de tudo”. E explica: “Nestes lugares estamos mais afastados de tudo, da sede da Diocese, dos colegas e do movimento dos centros urbanos.”
Apesar desta dificuldade sente que há muitas vantagens pois “as pessoas são humildes, acolhedoras, simpáticas e compreensivas, e adoptam-nos quase como família”.
Numa zona em que a população está bastante envelhecida ainda há alguns casais novos que vão resistindo e que encontram trabalho nas instituições de Solidariedade Social (Centros de Dia e Lares), na construção civil, comércios e exploração da floresta. Esta situação justifica a frequência da catequese por cerca de cem crianças, no conjunto das paróquias.
A casa paroquial de Janeiro de Cima serve de residência ao Padre Gilberto Antunes que é natural de Rochas de Baixo, “uma pequena aldeia de Almaceda, a última paróquia da Diocese no sentido Sul, pertencente ao concelho de Castelo Branco”. É a partir dali que percorre as paróquias que lhe estão confiadas e que organiza em dois grupos, as quatro junto ao Rio Zêzere e o Castelejo (com as anexas Açor e Enxabarda) que “fica fora de mão”. Numa zona de serra e com muitas curvas, Gilberto Antunes sente que a deslocação entre as diversas paróquias se torna mais difícil. Mesmo assim, procura garantir a assistência religiosa de todas as comunidades com a celebração de duas missas vespertinas ao sábado e quatro ao Domingo. E explica: “vou fazendo de forma alternativa quer nos lugares quer nos horários das celebrações para que todos se sintam acolhidos”.
A nível diocesano, o Padre Gilberto Antunes integra o Secretariado Diocesano do Clero, o Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral e os Convívios Fraternos.
Ordenado sacerdote a 29 de Junho de 2008, dia de S. Pedro e S. Paulo, reconhece que “é uma felicidade ser padre, é uma missão bonita, é uma vocação, é um chamamento e nunca estamos sozinhos”. Reconhece que “às vezes andamos um pouco abandonados em presbitério, mas Cristo acompanha-nos”. E acrescenta: “Há dificuldades mas não é complicado ser padre. Cristo falou da cruz, Ele é o nosso modelo e a Ele mataram-no”.
O Padre Gilberto Antunes frequentou os seminários diocesanos a partir do 7º ano de escolaridade, tendo concluído os estudos teológicos no Instituto Superior de Teologia, em Viseu. Antes de tomar contas das actuais paróquias, fez estágio em Celorico da Beira, foi pároco de Alverca da Beira e mais 7 paróquias no arciprestado de Pinhel, durante um ano, seguindo depois para a Beira Baixa, para Silvares e Lavacolhos.