Dia 3 de Julho, na Sé da Guarda


A Diocese da Guarda vai viver a Ordenação Sacerdotal de dois novos Padres, no dia 3 de Julho, às 16.00 horas, na Sé da Guarda.
“Peçamos desde já a graça de os sabermos acolher bem e valorizar, o melhor possível, o seu contributo para o crescimento do Reino de Deus entre nós e na nossa Diocese”, refere o Bispo da Guarda, num texto publicado na página da Diocese.
Na missiva, D. Manuel Felício recorda que “há 18 anos atrás, o Presbitério da Guarda, segundo as estatísticas envidadas aos registos centrais da Cúria Romana, era constituído por 160 Padres” e agora, segundo idênticas estatísticas que anualmente se fazem, “o número de sacerdotes do nosso Presbitério desceu, pela primeira vez, abaixo dos 100 (96)”. O Bispo lembra, no entanto, que a Diocese conta “com a colaboração de mais 13 sacerdotes incardinados em Ordens Religiosas”.
D. Manuel Felício dá conta de que “temos menos sacerdotes, mas passámos a ter o serviço pastoral do Ministério Ordenado dos diáconos permanentes”. E acrescenta: “Temos menos sacerdotes e daí vem o inerente apelo à valorização dos diferentes ministérios e serviços laicais nas nossas comunidades”.
Para o prelado, o facto de haver menos sacerdotes “obriga a valorizar e fazer funcionar mais e melhor as unidades pastorais tal como está reflectido e proposto, na sequência da Assembleia Diocesana de Representantes” realizada em 2017.
“Este é o contexto em que o Senhor da Igreja nos oferece dois novos sacerdotes nas pessoas dos agora diáconos, Tiago David e Fábio Pontífice, que já estão a trabalhar pastoralmente, o primeiro no Arciprestado do Fundão-Penamacor e o segundo, no Arciprestado de Trancoso-Celorico da Beira”, explica D. Manuel Felício.
O Bispo convida toda a Diocese a fazer “insistente oração ao Senhor por eles, mas também pelos sacerdotes que já o somos, para podermos ajudar a encontrar os caminhos certos e os mais ajustados à vida de Fé dos nossos fiéis e das nossas comunidades, assim como a dar a devida atenção às interpelações que a sociedade actual não cessa de nos colocar”.
Aos padres, D. Manuel Felício pede empenho no processo de reorganização pastoral da Diocese, bem como que cuidem da “formação pessoal, assim como a vida em Presbitério”.
“O tempo que dedicarmos à formação, a começar pela da vida espiritual, passando às vertentes doutrinal e pastoral, será sempre uma mais-valia para os serviços que prestamos”, escreve.
D. Manuel Felício diz mesmo que “as comunidades compreenderão e ficarão agradecidas pelo tempo que lhes retiramos para darmos ao nosso retiro anual e outros momentos de oração pessoal e comunitária, sobretudo em Presbitério, assim como às iniciativas de formação permanente que nos são propostas e que sempre constituem valor acrescentado para os serviços que lhes prestamos”.
Por ocasião das duas novas Ordenações Sacerdotais, o Bispo da Guarda lembra que “o serviço dos sacerdotes nunca pode ser prestado a título individual, mas sempre em Presbitério, com critérios comuns a todos os sacerdotes e o desejo de nos ajudarmos mutuamente, sobretudo quando as dificuldades nos batem à porta”.